Breno da Mata Versão para impressão
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Não sei bem o motivo, mas percebi ao longo dos anos vivendo nos Estados Unidos, que muitos setores da economia brasileira neste país vem se nivelando por baixo. Por um lado, a facilidade de se tornar um comerciante ou empresário é benéfica para nossa comunidade. A diversidade de atividades enobrece e facilita a nossa permanência longe do Brasil. Por outro lado, com a facilidade vem também os oportunistas. Aqueles que, longe de terem conhecimento e experiência em determinadas áreas, usam o poder aquisitivo adquirido em outros trabalhos para se aventurarem em terras estranhas. O resultado, em muitos casos, são serviços e produtos de baixa qualidade. No Brasil, a recessão e a competição acirrada de excelentes profissionais, elimina o espaço que poderia ser ocupado por pessoas sem experiência. Quando estes tentam, não vão muito longe. O próprio consumidor trata de selecionar e descartar aqueles que não oferecem qualidade e bom preço. Porém, o mesmo não é observado entre a nossa comunidade. Existem sim, muitos profissionais que oferecem serviços e produtos de qualidade superior, mas infelizmente os aventureiros que colocam nas ruas produtos de baixíssimo nível, continuam a fazê-lo por anos a fio. Quem perde com isso são os próprios consumidores, que na incapacidade de separar o joio do trigo, recebem péssimos produtos de pessoas que estão somente interessados em lucro imediato, não se importando com o que estão entregando. E, no final, o que acaba pesando mais é o preço e não o valor que o produto tem. Um exemplo típico são os próprios jornais e revistas, que são distribuídos gratuitamente. Estes terminam por ser pegos por quase todas as pessoas, deixando uma falsa sensação de que são todos iguais. São? Grande parte destes “empresários” da comunicação não faz jornais com foco na notícia em si. Nem no serviço para a comunidade. Mas ao contrário, usam páginas e mais páginas para o próprio benefício. Seja para vender mais passagens aéreas, seja para anunciar o próximo show que ele mesmo promove ou para expor sua última foto com o prefeito da cidade. A imparcialidade das informações acaba sendo uma atitude rara na caneta do repórter. A notícia vira um subproduto, relegada a segundo plano nas reuniões de pauta. A foto do dono do jornal com destaque na capa é sempre mais importante do que a última notícia sobre a lei imigratória. No frigir dos ovos, os bons acabam sendo camuflados pelos espertalhões e espertalhonas de plantão, que na ânsia de atingir os próprios objetivos, estragam um mercado tão importante para as pessoas. Um grande abraço, Breno da Mata Editor/Diretor