Breno da Mata Versão para impressão
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Participar ou não do Census 2010? É esta a pergunta que tem gerado tanta polêmica entre os brasileiros, principalmente após as declarações de Fausto da Rocha, diretor executivo do CIB (Centro do Imigrante Brasileiro) de Framingham, MA.
Contrariando a própria organização da qual faz parte, Fausto engajou-se numa campanha pessoal contra a participação, usando o argumento de que revelar a um órgão governamental quem somos, quantos e onde vivemos, irá fornecer munição àqueles que pretendem varrer o país da presença dos imigrantes.
Os funcionários do Census são enfáticos em afirmar que os dados coletados são confidenciais e não podem - a pena de pesadas multas - serem repassados a qualquer outro órgão do governo, como a Imigração por exemplo.
Os defensores dizem que saber o número exato da população é importante na medida que dá base ao governo no momento de distribuir as verbas federais pelos estados e municípios. Independente de status imigratório, todos os cidadão estão sujeitos a serviços sociais como educação básica e verbas para custear despesas de emergências médicas de quem não possui seguro, dizem eles.
A briga já motivou a troca de farpas entre blogueiros e líderes comunitários. Jornais publicam matérias opinativas direcionando a opinião dos leitores e se afastando do princípio básico do jornalismo, a imparcialidade.
Mas se depender de um grupo de republicanos, os imigrantes indocumentados podem ficar de fora da contagem até mesmo contra a própria vontade.
O motivo nada tem a ver com os argumentos contra e a favor. Para eles, contar os indocumentados pode significar perder uma cadeira no congresso.
Com uma forte presença de imigrantes, o estado da Califórnia e Texas poderiam ver suas representações aumentarem, enquanto Louisiana, estado de maioria republicana, passaria de sete para seis cadeiras.
A questão da imigração, de uma forma ou de outra, está sempre sendo usada para fins políticos. Que o diga o prefeito de Danbury.
Agora me responda: se os políticos não querem contar os imigrantes pensando neles próprios, será que contar é bom ou ruim?
Um abraço,