Breno da Mata Versão para impressão
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Diversos países espalhados pelo mundo apresentam um sério problema: o seguro social.
Os Estados Unidos provavelmente têm uma das piores situações. A cada ano que passa, o rombo aumenta. Aqueles que esperam se aposentar em 20, 30 anos, podem não ter a sorte dos que já coletam sua aposentadoria.
Os norte-americanos correm o risco de terem suas pensões cortadas, aposentadoria adiada e aumento no imposto para cobrir a deficiência no fundo do Seguro Social. Isso somente não aconteceu devido ao dinheiro do imigrante indocumentado.
O que muitos não sabem, ou não querem ver, é que sem a presença dos trabalhadores indocumentados, a situação estaria ainda pior.
Segundo Edward Schumacher-Matos, colunista do jornal The Washington Post que entrevistou o chefão do Social Security nos EUA, em 2007 a contribuição vinda de trabalhadores indocumentados foi de $12 bilhões. O valor acumulado até aquele ano ficou entre $120 bilhões e $240 bilhões.
Este valor corresponde de 5.4% a 10.7% da reserva do seguro social.
Estes trabalhadores provavelmente nunca irão ver a cor deste dinheiro em forma de aposentadoria.
Ironicamente, o perfil médio do norte-americano anti-imigrante é formado por pessoas brancas da terceira idade. São eles que pedem para expulsá-los do país, dificultar a contratação pelas empresas, evitar que seus filhos entrem nas universidades e até impedir que proprietários de imóveis aluguem para eles.
São estes anti-imigrantes os que mais se beneficiam da contribuição dos imigrantes indocumentados ao social security.
A retórica de que os imigrantes indocumentados são um fardo para o país, não passa de ódio racista alimentado pelos políticos conservadores de olho na eleição.
E muitos, muitos brasileiros que já se encontram em situação legal no país, passaram a pensar como estas pessoas. Isso os torna ainda piores.
Com os novos dados do Pew Hispanic Center mostrando que a imigração ilegal diminuiu cerca de 8% desde 2000, talvez chegará o dia em que os anti-imigrantes serão forçados a mudar seus discursos e passar a pedir a entrada de pessoas. Se é que eles querem um dia poder passear pelo país nos seus Motor Homes, enquanto o cheque do governo chega todos os meses na sua caixa postal.