Breno da Mata Versão para impressão
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A última edição do Comunidade News vem provocando muita polêmica devido a publicação da matéria sobre o afastamento do padre Zulian, da paróquia de Waterbury e Hartford.
A reportagem mostra que a diocese afastou o padre, mas ninguém falava abertamente o motivo do afastamento.
Até o jornal ser publicado.
Inúmeros comentários no website do jornal apontavam para um suposto desvio de dinheiro cometido por membros da igreja. Ligações inflamadas de membros da igreja de Waterbury à redação do jornal desmentiam tal fato. Mas a polêmica ganhou corpo e proporção de escândalo.
A igreja se recusa a falar sobre o assunto. Oficialmente o padre Zulian estaria retornando para o Brasil devido a problemas de saúde.
Pessoas ligadas à comunidade católica de Waterbury falam, em sigilo, que houve mesmo desvio e que muita coisa errada estaria acontecendo lá. Outros condenam o fato de os problemas terem se tornado público e pedem a manutenção do segredo, alegando que “roupa suja se lava em casa”.
Infelizmente a atitude destas pessoas em manterem os erros - se é que eles existem - em segredo apenas contribui para que outros sejam cometidos no futuro. É preciso apurar com seriedade e punir os culpados se este for o caso.
Se um músico acha que sua orquestra é composta de gente mesquinha e canalha, ele não perde a fé na música. Se uma cabeleireira acha que o salão onde trabalha só tem mulheres venenosas, nem por isso ela desiste da ideia de embelezamento. Se uma pessoa que não toca nenhum instrumento nem maneja uma tesoura vê tudo isso de fora, nem por isso passa a falar mal da música e do corte de cabelo. Mas se alguém descobre que uma igreja, que obrigatoriamente é um ambiente social, tem os mesmos problemas dos outros ambientes sociais, então a ideia mesma de religião passa a ser condenada. São dois pesos e duas medidas.
A imagem da igreja não será afetada, como muitos pensam, se os problemas forem resolvidos de forma séria e disciplinar.
É preciso separar fé e religião da fraqueza dos homens. Caso contrário, na ânsia de proteger uma instituição religiosa, estas mesmas pessoas correm o risco de deixarem uma mancha indelével nela.
Um abraço,