Breno da Mata Versão para impressão
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Com a eleição da primeira mulher presidente do país em sua história, o Brasil entrou em uma nova fase.
Agora, o maior país da América Latina se junta aos seus vizinhos, que já haviam colocado uma mulher no cargo mais importante.
Costa Rica, Argentina, Chile, Panamá, Equador e Bolívia já tiveram ou ainda tem mulheres no comando.
O povo brasileiro mostra que os tabus estão aí para serem quebrados. A eleição de Lula em 2002 interrompeu um ciclo onde apenas “doutores” eram eleitos para Presidente da República. Foi a primeira vez que um operário sem formação formal conquistava o poder. Com a eleição de Dilma Rousseff, outro ciclo é rompido. O dos homens na presidência.
Já era tempo para que as mulheres, que há muito já provaram que em diversos aspectos são melhores do que os homens, terem a chance de também mostrar que são competentes para administrar uma nação.
De quebra, a eleição de Dilma confirma um fato histórico: os mineiros são os que mais elegem Presidentes da República. Com esta eleição, são oito os chefes de Estado que nasceram em Minas Gerais.
Penso que os brasileiros que hoje vivem fora do Brasil, concordando ou não com a posição ideológica e política de Dilma, tem uma certa afinidade com ela. Dilma é filha de um imigrante Búlgaro que deixou a perseguição política do seu país para se instalar definitivamente no Brasil na década de 30. Viúvo quando partiu, conheceu Dilma Jane Silva. Casaram-se e tiveram três filhos.
Todos nós sabemos o que é emigrar para um país diferente, com outra língua, outra cultura e ter que lutar dia após dia para sobreviver e, quem sabe, fazer a diferença. Talvez nós não, mas nossos filhos sim.
Este fato somente já merece de todos nós uma dose de respeito e reconhecimento.
Agora é acreditar que o Brasil continuará na direção certa que vem tendo há oito anos.
Um abraço,