Breno da Mata Versão para impressão
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Esta semana o mundo conhece o novo presidente dos Estados Unidos. Seja ele quem for, estas eleições já entraram para a história como uma das mais disputadas.
Mas não é somente este aspecto que faz desta eleição única. São inúmeros os motivos, a começar pelo fato de ter o primeiro afro-americano com chances reais de vencer. Foi também a campanha que colocou a primeira mulher com semelhante possibilidade. Hillary Clinton por pouco, muito pouco, não foi a escolhida do partido democrata.
Vimos também Bill Richardson, filho de mãe mexicana e pai nicaragüense, disputar a nominação. Ele é o atual governador do Novo México.
Seja Barack Obama ou John McCain o eleito, será também a primeira vez na história que um cidadão nascido fora dos 50 estados norte-americanos comanda a Casa Branca. Obama nasceu no Havaí e McCain no canal do Panamá.
A visão dos Estados Unidos e do mundo também é bem diferente entre os dois. Obama, 47, cresceu no pós-guerra do Vietnã e dos movimentos das liberdades civis dos anos 60.
Já McCain, vindo de uma família tradicional de militares, não somente viveu como lutou na guerra. A sua visão é formada com o peso do passado militar e da honra em acreditar que o país deva ser a polícia do mundo.
Quando este jornal estiver na sua mão (ou na tela do seu computador), o resultado já será conhecido.
Se Obama for o vencedor, eu acredito que todos nós teremos mais motivos para acreditar num futuro melhor, com menos prepotência, mais diálogo e mais justiça para as minorias, da qual fazemos parte.
Acredito que ele saberá reconhecer a importância dos milhões de imigrantes que aqui vivem e, de fato, fará algo a respeito.
Porém, caso o nome seja McCain, eu enxergo com apreensão o futuro deste país, uma vez que as ações militares de que ele tanto defende, consomem aos EUA algo em torno de 1 trilhão de dólares todos os anos. A classe média será, a meu ver, mais sacrificada.
Se as pesquisas estiverem certas, e nenhuma surpresa aconteça, espero que neste momento você esteja com uma expressão de felicidade no rosto, não de preocupação.
Um abraço.