Breno da Mata Versão para impressão
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A crise econômica mundial já tem seu custo “humano” avaliado. Mais de 20 milhões de pessoas irão perder o emprego até o final de 2009. A estimativa aterrorizante é da Organização Internacional do Trabalho.
Hoje, 17 de novembro, o Citibank anunciou a demissão de 53 mil funcionários. Apenas este ano o banco já cortou 20% de sua força de trabalho.
Em proporções menores, praticamente todos os setores da economia americana estão seguindo o mesmo caminho.
Na Europa, 10 mil trabalhadores perdem o emprego a cada dia.
A conseqüência de tanto desemprego será muito pior do que a simples contração da economia. A crise social é a fase seguinte.
Em países em desenvolvimento como o Brasil, crise social é um fenômeno do qual grande parte da população já está acostumada.
Nos Estados Unidos a história é outra.
A última vez que o país teve filas em massa de desempregados recebendo sopa nos pontos de distribuição, foi há 78 anos, durante a grande depressão.
O governo confirma oficialmente o que muitos já sabem na prática. A recessão chegou.
Não existe dúvida de que o país irá, cedo ou tarde, dar a volta por cima. Este é um país que se acostumou a crescer através do consumo. E para o próprio bem, talvez seja este hábito que irá tirar a economia da espiral que outros se acham muitas vezes presos.
Mas até lá, como fica o americano comum que acaba de perder o emprego de 10, 15 anos no banco? O que ele sabe fazer além disso? O que ele está disposto a fazer para sobreviver até que as coisas melhorem?
Este será um dos grandes desafios que os cidadãos terão pela frente.
Muitos imigrantes podem se encontrar em situação melhor no que tange as opções. Excluindo aqueles que saíram do Brasil permanentemente, os demais ainda podem contar com a possibilidade do retorno se a situação agravar ainda mais.
Mas isso não acontecerá sem antes tentarem o possível para encontrar trabalho. E, novamente neste aspecto, o imigrante brasileiro se sobressai, pois está disposto a trabalhar em qualquer profissão que lhe renda um salário fixo.
Fica faltando somente um importantíssimo detalhe para salvá-lo: uma legalização.
Um abraço,