Breno da Mata Versão para impressão
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A vida dos brasileiros nos Estados Unidos nunca esteve tão confusa como agora, pelo menos na última década.
A fraca economia, que se transformou na pior crise desde a grande depressão de 1930, aliada à falta de uma solução para os imigrantes indocumentados e ao dólar fraco, pareciam ser motivos mais dos que suficientes para dizer que a hora de voltar havia chegado.
Talvez não.
Nesse turbilhão de más notícias, uma luz tênue começa a aparecer no final do túnel.
A crise mundial tem fortalecido a moeda norte-americana nas últimas semanas fazendo com que muitos brasileiros comemorassem.
O dólar teve um aumento frente ao Real de cerca de 30%, animando aqueles que ainda têm compromissos mensais no Brasil.
Muitos que já planejavam a volta para os próximos seis meses, já estão revendo as metas caso o dólar continue em alta.
Mas nem todos estão sentindo que o momento é de euforia. O desemprego e a baixa nas vendas, agravados pela crise econômica, não deixam muitas sobras para enviar ao Brasil, além de ser um forte indicativo que a economia mundial está em perigo.
O fato é que o momento favorece a atitudes imediatas que podem ser beneficiadas pela alta do dólar.
As pessoas que remetem dinheiro para pagamentos de contas no Brasil, estão aproveitando o momento para antecipar os pagamentos ou mesmo enviar o dinheiro para suas contas no Brasil, garantindo o lucro com o câmbio atual.
O consenso entre os analistas é de que o dólar irá se estabilizar na casa dos R$1.8 a R$1.9 até o final do ano.
As agências de remessas já sentem este movimento. O crescimento nos envios de dinheiro foi de 30% a 50% somente nas últimas duas semanas.
Até mesmo a baixa no preço da gasolina nas bombas tem ajudado a amenizar os efeitos da crise. O preço do barril do petróleo, que chegou a custar U$147.00, caiu para a casa dos U$77.00.
O cenário mundial ainda é incerto, mas parece que o esforço conjunto dos Bancos Centrais das principais economias mundiais tem surtido o efeito esperado.
Mas a crise que começou em Nova Iorque, e se espalhou para o resto do mundo, ainda está longe do seu fim. Não se sabe ao certo se já chegamos ao fundo do poço ou ainda há alguns degraus para descer.
O governo promete ajudar não somente Wall Street mas também a Main Street. Entre as medidas estão os cortes de impostos e o subsídio para o refinanciamento do mortgage para quem está prestes a perder a casa.
Apesar da fase ser de cautela, também é verdade que aqueles que esperarem muito podem acabar perdendo uma grande oportunidade.
Um abraço,