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Somos um povo egoísta por princípios. Não os brasileiros, mas o próprio ser humano, que no cerne de sua existência dá sua vida ao “ter” e trata as pessoas de acordo com os seus próprios interesses. Ter o dom da palavra e usá-la como forma de sustentar uma imagem boa, não é suficiente para sermos pessoas melhores. É preciso muito mais do que isso. É preciso conjugar o discurso com a ação. Infelizmente não somos humildes o suficiente para ignorar as coisas ruins que nos é atirado diariamente pela vida e seguirmos tentando fazer a diferença. Temos a tendência egocêntrica e vingativa de tratar as pessoas conforme somos tratados. Se nos tratam bem, tratamos bem. Se pelo contrário somos tratados de forma pouco educada, normalmente retribuímos na mesma moeda. Uma pequena história que retrata bem este fato foi publicado no site Jornal dos Amigos e nos dá uma bela lição de vida: “O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou: - Ele sempre lhe trata com tanta grosseria? - Sim, infelizmente é sempre assim. - E você é sempre tão atencioso e amável com ele? - Sim, sou. - Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você? - Porque eu não quero que ELE decida como EU devo agir. Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.” Sinto que falta muito para que possamos dominar os nossos demônios internos que insistem em nos manter como somos. Um grande abraço, Breno da Mata Editor/Diretor