Breno da Mata Versão para impressão
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Na última sexta-feira, o presidente Obama anunciou finalmente a retirada das tropas norte-americanos no Iraque até o fim do ano, acabando com uma guerra que foi longe demais. 4.400 soldados perderam suas vidas, outros milhares ficaram com sequelas graves para o resto da vida.
Nos nove anos de guerra, foram consumidos cerca de $1 trilhão de dólares. A promessa que o presidente fez na sua campanha em 2008, de acabar com o conflito, finalmente será cumprida.
Durante estes anos, muitos brasileiros se alistaram e lutaram no Iraque. Alguns deles perderam suas vidas. A dura realidade de uma guerra também mudou a visão que muitos deles tinham quando se alistaram para servir seu país adotivo.
O glamour visto nos comerciais do Exército e nas telas dos cinemas, deram lugar a uma dura realidade repleta de medo, estresse físico e emocional em ver, bem à sua frente, amigos e estranhos sendo mortos quase que diariamente.
Até mesmo os pais destes soldados, que antes defendiam orgulhosamente a ida dos filhos, agora colocam em xeque se realmente vale a pena ver a possibilidade de perder um filho ou filha em um conflito que carece de consenso mundial para existir.
O anúncio de retirar as tropas motivou críticas dos conservadores, que se mantêm vergonhosamente sem se desculpar por começar uma guerra sem justificativa.
O republicano, e pré-candidato a concorrer nas próximas eleições presidenciais, Mitt Romney, acusa Obama de “colocar em risco”, duras vitórias conquistadas pelos Estados Unidos. Assim como tudo que ele diz sobre segurança nacional, isto é um absurdo.
A Casa Branca deveria então ignorar o desejo do governo democrático do Iraque e permanecer lá para sempre?
A saída do Iraque será um dos atos mais importantes do governo Obama. Esperamos que ele continue a cumprir suas promessas de campanha e trate a questão imigratória com a mesma seriedade que esta guerra inútil.
Um abraço,