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Esta semana os residentes de Danbury saberão quem irá comandar a cidade pelos próximos dois anos. Se o atual mandatário do cargo, Mark Boughton ou seu oponente, o democrata Gary Goncalves.
Durante o período no qual a eleição estava em aberto, poucos se arriscaram em apontar abertamente o possível vencedor. Com exceção da comunidade brasileira, que apostou numa mudança para continuar a ter esperanças de um dia poderem morar na cidade sem medo. Medo este que foi construído ao longo dos últimos seis anos graças à política desonesta e intolerante, voltada aos próprios interesses do atual prefeito.
Gary Goncalves representava a mudança que precisávamos. Os brasileiros contavam com isso. Mas nem todos. A apenas uma semana da eleição, a comunidade foi novamente vítima de seu próprio povo. Um dos jornais, que se diz brasileiro, mas que prova ano após ano que apenas usa a comunidade, volta a mostrar as suas “cores verdadeiras”, para usar uma expressão em inglês.
O apoio oficial deste periódico ao atual prefeito comprova, mais uma vez, qual lado eles realmente pertencem. As justificativas apresentadas em um editorial são ridículas, para dizer o mínimo. O texto diz em determinado ponto que “não concorda com a posição do prefeito quanto a parceria da polícia com a imigração”, mesmo assim reforça o apoio a ele.
Como bem disse um amigo, é como se um judeu apoiasse o candidato de um partido nazista. Inacreditável!
Novamente o oportunismo e o desejo doentio de estar próximo ao “poder”, fala mais alto do que o bem-estar da própria comunidade. Nos últimos quatro anos, a política de perseguição e medo reduziram um vasto comércio brasileiro em poucas lojas, que passam hoje por um sacrifício diário para manter as portas abertas. E este mesmo jornal, que apoia a prefeitura, também pede anúncio a eles.
Contradição? Mais do que isso, falta de caráter para assumir que, além de não compartilhar das dificuldades do comerciante local, ainda trabalha nos bastidores, e agora publicamente, para tornar a vida deles ainda pior.
Infelizmente, estes mesmos comerciantes, que colocam seus anúncios neste jornal não se deram conta de que estão financiando a própria falência. Mas como? Explico: nos últimos anos a família proprietária deste jornal fez doações significativas de dinheiro para a campanha do prefeito. Em 2007, por exemplo, enquanto a comunidade protestava contra a aprovação da lei 287g, eles doavam dinheiro para a campanha do prefeito. Dinheiro saído em parte do bolso do próprio empresário brasileiro através dos anúncios.
Todos têm a liberdade de escolher o caminho a seguir. Mas temos que ter a honra para assumir publicamente este caminho, sem fazer jogo duplo e tentar, a todo custo, se beneficiar de ambos os lados.
Um abraço.