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Editorial - Breno da Mata

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07/19/2005 03:00:00 PM
Editorial - Breno da Mata

Breno da Mata

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Dizem que amor de mãe é diferente de todos os outros. Ninguém ama mais os filhos do que a sua genitora. Mas e o amor de pai? Será que ele não existe com a mesma intensidade? A minha teoria é simples. De forma generalizada, a mulher é mais sentimental do que o homem e demonstra mais os sentimentos. Ela chora, fala que ama, se derrete ao ver o filho querido em qualquer situação que seja. Homem não. Mais durão, guarda os sentimentos não menos importantes para com os filhos. O pai também é aquele que toma a posição de bad boy da casa. Enquanto a mãe dá o carinho e protege a prole, o pai cobra, vigia e não deixa os filhos abusarem do ponto fraco da esposa. Como resultado, é mais raro ver os filhos se derreterem de amor pelo pai, mas estes não deixam de expressar o quanto a mãe faz falta. Obviamente que nem toda família comprova a minha teoria. Cada qual tem as suas particularidades vindas principalmente da forma como o casal vive e cria os filhos. Em terras longínquas como os EUA, em cada esquina encontramos pessoas que estão longe dos pais há muitos anos. Diferentemente do Brasil, onde os jovens só deixam o leito materno quando já estão prontos para enfrentar a vida sozinhos, aqui os jovens são atirados aos leões mesmo antes de completar a maioridade. Como conseqüência observa-se uma perda dos laços familiares de forma mais freqüente e generalizada. As casas de idosos estão por todas as partes do país, repleta de velhos abandonados à espera da morte. Muitos raramente recebem a visita dos filhos, que vêem neles um estorvo que não querem carregar. Quem hoje abandona, sabe o futuro que o espera. Não será diferente com ele. É um círculo vicioso, que poderia ser quebrado se os pais mostrassem aos filhos, ainda pequenos, o carinho pelos mais velhos. O que conta são as atitudes e os gestos diários. Mas voltando ao tema inicial, o amor de pai, apesar de ser tão verdadeiro quanto o da mãe, ainda é marginalizado e pouco correspondido. Culpa nossa, que não sabendo amar, deixamos de ser amados. Um abraço Breno da Mata Editor/Diretor

Breno da Mata

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