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Editorial - Breno da Mata

Cuidado com as criancinhas

05/21/2008 11:33:40 AM
Editorial - Breno da Mata

Breno da Mata

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A falsa moralidade que se abate sobre os Estados Unidos está beirando o ridículo. São tantos os casos que muitas pessoas, aqui mesmo, já começaram a perceber isso.

No mês passado, o jornal Washington Post publicou uma matéria mostrando o aumento dos casos de crianças sendo acusadas de abuso sexual. Não entendeu? Vou repetir: crianças do Kindergarten estão sendo acusadas de assédio sexual.

O absurdo é retratado pelo caso do garoto Randy Castro, de apenas 6 anos, que teria dado um tapinha na bunda de uma coleguinha, e em conseqüência, teria saído da escola dentro de um carro da polícia.

Outro caso famoso foi de um garoto de 4 anos, que foi acusado pela própria professora de assédio. Segundo ela, o coitado teria pressionado seus seios com a cabeça ao abraçá-la.

Os casos não são isolados. Somente no estado da Virgínia, 255 estudantes do primário ao primeiro-grau foram acusados de assédio sexual.

Mesmo aqui, em Danbury, já houve casos que ganharam as páginas dos jornais por sua singularidade. Quem não se lembra da mulher que foi acusada de abuso ao sentar no colo do Papai Noel no Mall local para uma foto de Natal?

Esta semana, durante um baile de formatura em Houston, Texas, a diretora de uma escola chamou a polícia para uma estudante que estaria vestinho uma roupa, digamos, inapropriada para o evento por ser muito curta.

Na realidade, o que move estas atitudes não é nada mais do que o fator financeiro. O medo dos processos milionários que enchem os olhos dos advogados.

O que me chama a atenção o quão ridícula a sociedade norte-americana se torna. Por um lado, eles deixam seus adolescentes passarem a noite na rua enchendo a cara ou de férias em Cancún sendo protagonistas de vídeos eróticos, ao mesmo tempo em que proíbem mostrar seios na TV, mesmo que seja uma mãe amamentando o filho. Prostituição aqui é contravenção penal, punível com cadeia. Crime este onde não existe de fato uma vítima.

O caso do ex-governador de Nova Iorque é o retrato do falso puritanismo. Enquanto Splitz fez carreira combatendo crimes do colarinho branco com a bandeira da moralidade numa mão, com a outra ele pagava serviços de prostituição de luxo, sendo uma pessoa casada e com duas filhas adolescentes.

Casamento com pessoas do mesmo sexo é tabu, num país onde a filha do vice-presidente é lésbica assumida.

Alguém certa vez disse: “não diga ou faça nada em público que você não diria ou faria durante a refeição com a sua mãe”.

Aqui parece que tudo é permitido, desde que seja às escondidas.

Um grande abraço,

Breno da Mata

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