Breno da Mata Versão para impressão
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Com a crise econômica que se abate, nunca o mundo se preocupou tanto com o assunto dinheiro como estamos observando agora.
Vivemos um período histórico, onde as pessoas sabem o que se passa nas Bolsas de Valores de Nova Iorque, Tókio, Londres e São Paulo, mas não conhecem seus vizinhos. Algo não pode estar certo.
A paranóia financeira atinge um nível nunca antes observado na história da humanidade.
Vivemos num mundo que avançou em tecnologia e prosperidade, mas que escravizou as pessoas ao econômico.
Com o período de grande crescimento econômico, muitos experimentaram épocas de abundância financeira. Erroneamente pensaram que o sentido da vida estava em poder realizar todos os seus sonhos de consumo, deixando de lado valores de importância igual ou maior.
Esse movimento, no qual muitos se engajaram, começa agora a traí-los, no momento que o mundo dá uma guinada, tirando aquilo que eles mais valorizavam, o dinheiro.
O que resta é uma multidão de pessoas desesperadas como que à beira de um abismo, porque agora falta a tábua de sustentação.
Os valores que deveriam ter sido colocados à frente, podem ter ficado perdidos num passado de ganância e obsessão.
Entender o motivo que leva o ser humano a comparar sucesso e bem-estar com riqueza é um desafio muito grande.
O que é sucesso para um nova-iorquino, investidor da Bolsa de Valores, não é o mesmo sucesso da pessoa que dedica a vida a ajudar os mais necessitados. Essa equação é muito questionável na medida que cada um estabelece o seu próprio parâmetro de sucesso.
Porém, existem coisas que só estão conosco quando temos dinheiro, outras estão em todos os momentos. Família, religião, educação, amizades verdadeiras, tudo isso faz parte da nossa vida, independente do dinheiro que temos.
Um abraço,