Breno da Mata Versão para impressão
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Em muitas ocasiões da nossa vida, temos dúvidas de tudo. Seja no campo afetivo, profissional ou religioso.
É preciso que algo de “divino” aconteça para que possamos retornar ao curso normal, seguir o caminho e acreditar que por ma
is difícil que as coisas possam parecer, nunca estaremos sozinhos.
Nesta semana eu tive a experiência de vivenciar um desses momentos, particularmente no campo religioso.
Durante a campanha de coleta de assinaturas para um abaixo-assinado contra a proposta da prefeitura de estabelecer uma parceria formal entre a Imigração e polícia de Danbury, estive na Igreja Católica durante a missa do sábado a fim de sensibilizar a comunidade a assinar a petição.
Para minha surpresa, a missa foi rezada por um Bispo que está de visita à cidade. Durante o sermão, o Bispo abordou justamente o tema da união das pessoas, usando como parábola o exemplo dos cupins, que mesmo sendo uma criatura quase que insignificante individualmente, é capaz de colocar abaixo estruturas fortes, como uma igreja por exemplo, ao trabalhar em conjunto.
Nenhuma palavra do que estava sendo feito com relação ao abaixo-assinado foi dita ao Bispo, que estava há apenas 3 dias na cidade.
Mesmo assim, alguma força superior o guiou neste momento, colocando na sua boca aquelas palavras que foram de encontro a tudo que estávamos fazendo naquele momento.
Nós estamos vivendo um dos períodos mais difíceis neste país. Em todos os aspectos. Apesar disso, ainda falhamos em agir. Nos preocupamos em ganhar dinheiro, mas esquecemos de que vivemos em sociedade, o que significa que é impossível sobreviver sozinho.
Por mais rico que a pessoa possa ser, ela depende de outras pessoas.
Todavia ignoramos as necessidades “dos outros”, principalmente quando as nossas estão sendo satisfeitas.
O exemplo dado pelo Bispo, dos cupins, serviu como um tapa de luva, que não machuca, mas deixa claro que falhamos em algum momento.
Percebemos que a grande maioria das pessoas possuem a boa vontade da intenção, aplaudem e apóiam moralmente quando algo é feito.
Mas ainda são poucos os que se juntam à causa, que arregaçam as mangas e saem do seu conforto para fazer algo em prol do coletivo.
Mesmo aqueles que estão longe, mas retornarão um dia, esquecem completamente dos que ficaram lutando.
É hora de deixarmos de lado nosso egocentrismo e seguirmos o exemplo dos cupins.
Um grande abraço.