Breno da Mata Versão para impressão
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Há exatos dois anos, o mercado de imóveis nos Estados Unidos, e toda a indústria que gira em torno dele, nunca estivera tão bem, deixando a falsa sensação de que o saco nunca iria se esvaziar.
Em conseqüência, o Natal acompanhou o ritmo, batendo recordes de venda.
Hoje, com a crise que se aprofunda cada vez mais, muitos estão deixando claro para familiares e amigos que a história será diferente neste Natal.
A febre consumista e a máquina de propaganda das grandes lojas, deixa esta tarefa uma missão difícil de ser realizada.
2008 ainda será um ano de dúvidas, apreensão e muitas, muitas incertezas.
A crise tem feito muitas pessoas jogarem a toalha. Quem ainda persiste, sabe que a hora não é de abundância. Gastar o necessário é a ordem da vez.
À espera de uma mudança que possa trazer de volta a confiança no mercado, muitos estão colocando o pé no freio (e no bolso).
O baixo orçamento neste fim de ano é uma boa oportunidade para que as pessoas se despertem para o verdadeiro sentido do Natal, freqüentemente deixado de lado na cegueira que a febre consumista nos coloca.
Há muito tempo que a data natalina deixou de ser lembrada como a comemoração do nascimento de Jesus para ser a “época de dar e ganhar presentes”.
Conciliar as duas coisas é sempre difícil quando se vive com grande abundância financeira.
Para a igreja católica, a busca incessante pela riqueza desenfreada é vista como sinônimo de ganância, portanto de pecado. Não que devemos viver na miséria, mas a chave da sabedoria está no equilíbrio.
Talvez a crise neste ano venha a ser o motivo pelo qual devemos repensar a nossa vida, as nossas atitudes em relação aos demais e a nossa dedicação ao lado espiritual, enfraquecida ao longo dos anos.
Um grande abraço,