Breno da Mata Versão para impressão
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Mark Boughton, prefeito de Danbury, tenta esconder o passado de perseguidor dos imigrantes indocumentados com a proximidade das eleições de outubro. Esta é a conclusão de uma extensa reportagem do jornal The News-Times do último domingo (19).
O jornal ouviu, além do prefeito, líderes comunitários, professores universitários, aliados e adversários políticos, traçando um cronograma de ações e efeitos da política anti-imigratória de Boughton nos últimos oito anos.
O republicano Barry Connell, que esteve na prefeitura durante o primeiro mandado de Boughton em 2004, disse ao jornal que ele teria lidado com a situação de outra forma. Para ele, a política do prefeito quanto a imigração, colocou pessoas contra pessoas e que agora isso poderá prejudicá-lo politicamente em cidades com grande presença de imigrantes.
E é exatamente isso que todos os imigrantes que moram ou já moraram em Danbury desejam. Que as ações dele, que foram motivadas pelo desejo insano de perpetuar o seu poder e varrer a cidade dos imigrantes, agora possa lhe custar a eleição.
Afinal, é quase uma década de perseguição, mentiras e desonestidade com uma comunidade de pessoas que contribuim para o crescimento econômico da cidade. Tudo em nome de agradar aos conservadores e racistas que formam boa parte dos eleitores de Danbury.
Porém, uma coisa é Danbury e outra é um estado inteiro. Cidades como Hartford, Bridgeport e New Haven, possuem uma grande população de imigrantes e sempre viveram em harmonia com a prefeitura e a polícia. Estas cidades, agora irão ter um papel fundamental na escolha do novo governador e seus assessores.
A reportagem do The News-Times chegou em boa hora, trazendo à tona um tema que deve ser lembrado por todos os eleitores do estado. A atitude de Boughton de tentar, como um camaleão, camuflar sua real face, não pode e não vai passar despercebida nestas eleições. Ele, que tanta publicidade buscou quando era do seu interesse se colocar como um anti-imigrante, deveria ter a hombridade de aceitar as consequências de seus próprios atos, coisa que lhe parece faltar.
Um abraço,