Breno da Mata Versão para impressão
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No final de 2010, o governo Obama tentou conceder legalização para determinado grupo de imigrantes, através de ordem executiva. Na ocasião, a revelação de memorandos internos causaram revolta entre os conservadores.
Com o assunto espalhado por toda a mídia e os políticos republicanos pressionado o presidente, tanto ele quanto Janet Napolitano - chefe do Homeland Security, que comanda a Imigração - declararam publicamente que este tipo de medida não seria usada.
A boa notícia é que, segundo blogs e website de jornais conservadores, as declarações não passaram de uma forma de abafar o assunto enquanto o governo estudava como poderia conceder residência permanente para dezenas de milhares de pessoas.
O assunto está tão sério que um republicano linha dura está propondo legislação que poderá tirar os poderes do presidente para aprovar a legalização.
Lamar Smith (R-Texas) está encabeçando a lei que temporariamente congela os poderes de Obama para conceder a anistia.
Não se sabe exatamente como a medida funcionaria. A princípio ela focaria principalmente nas pessoas que se beneficiariam do Dream Act. A medida também poderia interromper milhares de casos de deportação já em andamento.
A retórica do grupo dos contra é a mesma. Eles enganam o público com falsas afirmações de que a anistia colocaria na rua criminosos. Dizem também que é preciso fechar as fronteiras antes de conceder anistia.
Desde quando foi eleito, Obama tem feito exatamente isso. Nunca se prendeu tantos imigrantes fugitivos como agora e nunca se teve tantos soldados nas fronteiras.
Obama manteve a esperança de que o bom senso prevaleceria entre os conservadores - que reconhecendo os esforços feitos no sentido de proteger o país da imigração ilegal, - pudessem enfim trabalhar em um projeto para legalizar os imigrantes, que aqui vivem dignamente.
Mera ilusão.
Os republicanos, bem como os adeptos do Tea Party, desconhecem o significado de bom senso. Preferem ignorar a justiça que estariam fazendo a milhões de pessoas em benefício dos seus interesses políticos e pessoais.
Enquanto isso, o país se afunda cada vez mais em uma recessão que parece não ter fim.
A saída de jovens talentos que foram criados aqui, somente faz as coisas piorarem mais.
Um abraço,