Breno da Mata Versão para impressão
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O mundo parou para assistir a mais esperada posse de um presidente de uma nação. Nunca na história recente se observou tamanha expectativa.
A ansiedade pela posse de Barack Obama vai muito além de ser apenas o fato de um negro assumir o comando do mais poderoso país. Ela representa a volta de esperança para milhões de pessoas.
Obama não somente assume o país num dos piores momentos dos últimos 70 anos, como também em um período onde os conflitos pelo mundo estão se proliferando a passos largos.
Goste-se ou não, a verdade é que os Estados Unidos sempre tiveram grande influência no que acontece no resto do mundo, principalmente quando se trata de ações militares.
Agora, que a lua-de-mel da vitória terminou, está nas mãos dele resolver os problemas de um país, na qual a economia está em frangalhos. E piorando a cada dia.
Todos aguardam um messias que irá pronunciar palavras mágicas e resolver todos os problemas do mundo. Não é bem assim.
O envelhecimento que observamos nos presidentes atuais não ocorre por nada. Tudo que acontecer daqui para frente será colocado nas costas dele, as boas notícias, mas principalmente as ruins.
O paralelo que o mundo está fazendo entre Obama e Martin Luther Link Jr. cria uma expectativa excessiva. Satisfazer a ela não será tarefa fácil.
O certo é que um capítulo da história foi escrito nesta terça-feira. Até 1967, muitos estados nem mesmo teriam permitido o casamento entre seus pais. Uma branca e um negro.
Agora cabe a ele provar que não somente vivemos tempos diferentes, como podemos continuar a promover melhorias que coloquem as minorias em melhores condições de vida.
Não tenho ilusões de que tudo começará a acontecer de imediato. Os problemas que vivemos hoje são complexos e muitos vão além de medidas governamentais.
O mundo todo vive momentos de transformação. Estamos presenciando um período em que muitos paradigmas estão sendo quebrados. Na linha da história, estamos na margem de divisão.
Foram sempre nestes contextos que grandes líderes fizeram a diferença. Assim como Bush, Barack Obama tem o momento ao seu favor. O primeiro não só desperdiçou como transformou a oportunidade em um quase desastre.
O segundo pode aprender com os erros do primeiro para fazer do seu governo um modelo de liderança.
É esperar para ver.
Um abraço,