Breno da Mata Versão para impressão
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E quando todos pensavam que a crise mundial começava a ceder acontece a crise de Dubai, a cidade maravilha no meio dos Emirados Árabes.
A região ficou conhecida mundialmente pela inovadora arquitetura de seus prédios e empreendimentos imobiliários, como o condomínio de luxo em forma de uma palmeira construída em uma ilha artificial gigantesca.
No dia de Thanksgiving, a principal empreiteira da cidade anunciou que não poderá arcar com a sua dívida e pediu seis meses para respirar. Dos 80 bilhões que o país deve, 56 bilhões cabem a empreiteira.
O governo já anunciou que não irá colocar dinheiro público para salvar a empresa. A notícia derrubou as principais bolsas do mundo e fez com que o dólar se valorizasse, inclusive frente ao Real, coisa que não vinha acontecendo há meses.
Segundo economistas, é improvável que o efeito Dubai cause um dano tão grande quanto foi o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos. Por outro lado existe o medo de que a Grécia anuncie um calote de sua dívida. Se isso acontecer o feito mundial poderá ser duramente sentido. Diferentemente de Dubai, a Grécia está localizada na Europa e faz parte do bloco econômico da União Europeia. Ali o buraco é mais embaixo.
Ao mesmo tempo no Brasil, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que a crise em Dubai não irá afetar o Brasil. O país pode estar até imune à crise externa, mas a crise de honestidade e caráter continua firme. Que o diga Brasília com o mais novo escândalo do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
As imagens transmitidas por todos os meios de comunicação, dos pacotes de dinheiro sendo colocados em meias e cuecas, não deixa dúvida. A crise do Brasil de moralidade ainda está longe, muito longe de acabar.
A inteligência do brasileiro ainda é afrontada. Arruda disse, em entrevista coletiva, após as denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, que todo o dinheiro que aparece nos vídeos foram “Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais, nos anos de 2004, 2005 e 2006...” “Entre os quais o que foi exibido pela TV [R$ 50 mil], foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral”.
Ele deveria explicar o motivo que leva dinheiro regularmente declarado ir parar dentro de cueca e meias.
Roubam do povo e ainda o chamam de estúpido.
Um abraço.