Breno da Mata Versão para impressão
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Nesta terça-feira, o presidente Lula falou, na abertura da Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque, entre outros temas, da crise financeira nos Estados Unidos.
Agora, mais do que nunca, ele tem autoridade para criticar a maior potência do mundo quanto à política econômica.
Nas vésperas de sua partida para Nova Iorque, o Ipa (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgou o resultado de uma pesquisa feita pelo IBGE mostrando que 13.8 milhões de brasileiros subiram de classe social no Brasil.
Trocando em miúdos, os números mostram que, no governo Lula, o pobre melhorou de vida, enquanto por aqui o governo gasta 10% do PIB para socorrer os mais ricos, neste caso os bancos.
O plano proposto por Henry Paulson, Secretário do Tesouro, pode custar aos cofres públicos cerca de 1 trilhão de dólares.
Se você não consegue imaginar quanto dinheiro é 1 trilhão, o blog The Big Picture dá uma forcinha.
* 1 milhão de segundos equivalem a 11 dias;
* 1 bilhão de segundos equivalem a 32 anos;
* 1 trilhão de segundos equivalem a 3 séculos.
Ou seja, se o plano for aprovado, e parece que vai, e o governo resolver um dia pagar a dívida num ritmo de 1 dólar por segundo, levará 3 séculos para quitar.
Enquanto no Brasil os últimos seis anos vem se provando benéfico para toda a população, principalmente os mais pobres, nos EUA somente os mais abastados continuam a se enriquecer cada vez mais.
Aqui a crise parece somente atingir uma parte da população.
Richard Fuld chefão do Lehman Brothers, um dos bancos que faliu no início deste mês, saiu da instituição com 65 milhões de dólares no bolso. E ele não está sozinho. A maioria dos CEO’s dos bancos quebrados ou vendidos às pressas, não ficaram em situação menos confortável.
A economia com isso vai mostrando que ela nunca mais poderá voltar a ser o que era.
Segundo o influente site do Bloomberg, a moeda norte-americana poderá sofrer uma drástica redução no seu valor. Os analistas do mercado estimam que o Real irá se valorizar cerca de 4.4% em relação ao dólar nas próximas duas semanas.
Para muitos imigrantes, deixar o país já não é mais uma questão de querer, mas sim de conveniência.
O New York Times desta semana publicou uma reportagem mostrando que não são apenas os latinos que estão fazendo o caminho inverso. Segundo o diário nova-iorquino, uma grande quantidade de polacos residentes do Queens, em Nova Iorque, estão tomando a mesma atitude, devido à melhora do país depois de ter se integrado à União Européia.
Enquanto houver a necessidade de sobrevivência, o fenômeno da imigração no mundo não mudará. Não se admire se um dia a terceira e quarta gerações de brasileiros começarem a emigrar para outro país, como o Brasil por exemplo.
Um abraço,