Na quinta-feira (23) a soprano brasileira Angélica de la Riva cantou na Cathedral of St Matthew Apostle em Washington D.C. Acompanhada do violonista clássico Nilko Andreas Guarin, ela interpretou músicas de Villa-Lobos, Schubert e Bach, entre outros grandes compositores.
Satisfeita com o resultado do concerto, Angélica elogiou a acústica da igreja. É na Cathedral of St Matthew Apostle onde acontecem os funerais dos presidentes americanos, e onde também o presidente Obama assiste à missa.
Além do público que costuma frequentar a catedral, a dupla ganhou uma forte audiência, graças ao apoio da Embaixada do Brasil em Washington D.C.
O chamado Duo De la Riva Guarin já se conhece há cinco anos. Os talentos foram unidos há pouco mais de um ano e meio. Angélica e Guarin já se apresentaram no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e na França, Suíça e na Alemanha.
Este ano, os dois seguem para o Brasil. Entre as apresentações está um concerto com a Orquestra Mariuccia Iacovino, a qual faz parte do sistema de orquestras venezuelano. “Estou muito feliz de cantar com eles”, confidenciou Angélica.
Em 11 de novembro próximo, o Duo De la Riva Guarin lança oficialmente o CD, que já está gravado, no Carnegie Hall. Tanto Angélica quanto Nilko mantém a carreira solo. “Quando tocamos juntos a química é tão bacana que acho que já criamos vida própria”.
Cantar o Brasil é sua missão
O concerto de lançamento do CD será uma homenagem à Amazônia, onde Angélica interpreta algumas árias compostas pelo mexicano Daniel Catán, falecido em abril último. O regente é Ricardo Martinez. Em outra parte, Angélica interpreta “Floresta do Amazonas”, de autoria de Heitor Villa-Lobos. Guarin toca uma peça de uma compositora da Colômbia, mesmo país onde ele nasceu.
Primeira soprano a cantar no Lincoln Center, depois da última apresentação de Bidu Sayão, Angélica de la Riva ganhou o papel principal na ópera “Horas Vacias”, do espanhol Ricardo Llorca. Filha de um cubano, demonstra paixão tanto pela música ibérica quanto pela música brasileira.
Angélica afirmou que a responsabilidade em difundir um repertório hispânico/brasileiro aumenta com o passar do tempo. Para a homenagem na Amazônia, no concerto do Carnegie Hall, ela fez questão de escolher obras brasileiras. “A qualidade da nossa música é muito boa”.
Na Cathedral of St Matthew, a soprano fez questão de incluir elementos da natureza no repertório sacro, e cantou Herivelto Martins. “É parte da minha missão como brasileira difundir a nossa música”. Em novembro ela canta na Broadway na ópera “The Rise and Fall of First World, do americano Michael Kowalski, o qual é apaixonado pelo Brasil.