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O percussionista Rogério Boccato também é professor de música da universidade The Hartt School of Music.
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Diferentes sons de percussão para divulgar a música brasileira. Eles fazem parte do trabalho do músico Rogério Boccato (www.rogerioboccato.com). Seu trabalho diversificado vem, cada vez mais, ganhando destaque na cena musical americana.
Professor de percussão brasileira e rítmica na The Hartt School of Music, Universidade de Hartford, Connecticut, Boccato conquistou um lugar privilegiado nos Estados Unidos, onde está há quase 5 anos. O músico já gravou com ninguém menos que Kenny Garrett e John Patitucci, dois grandes nomes do jazz americano.
Bem antes de mudar para os Estados Unidos, Rogério cursou composição erudita na Unicamp (SP). Segundo ele, depois de tocar música instrumental brasileira e jazz, encontrou ‘heróis musicais’ no país onde atualmente vive. Quando estava na Orquestra de Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, a qual toca música popular brasileira, tocou com grandes nomes como Leila Pinheiro, Egberto Gismonti, Tom Jobim e João Bosco.
A mistura de ritmos como percussão, MPB, jazz e bateria acompanhou Rogério a vida inteira. “Sempre tentando me encaixar naquilo que a música estava pedindo”, disse. Para os alunos, o professor mostra o que é música brasileira tradicional, ensinando por exemplo todos os instrumentos de uma escola de samba ou do maracatu. A nacionalidade ajuda. “Vim do Brasil que também é um país cheio de misturas”.
Vida nova traz novo estilo
A linguagem pessoal sem um estilo definido tem rendido bons convites. “Embora tenha situações de gravar percussão, de colocar esse tempero brasileiro, porque as pessoas querem exatamente uma coisa de estilo brasileiro”. Este trabalho diferenciado vem sendo construído desde antes do músico morar nos EUA.
Nascido e criado em São Paulo (capital), Boccato participa do Litchfield Jazz Festival em Connecticut desde o ano de 2001. Entre os projetos está o “Rogério Boccato Quarteto”, com o qual paga um tributo a Toninho Horta, e o “ÁguaMarinha Trio”, onde toca ao lado de Nailor Proveta e Arismar do Espírito Santo.
Sem planos a curto prazo de voltar para o Brasil, Rogério ainda mantém laços musicais com amigos do país tropical, para onde quer voltar mais vezes ao ano para tocar. “É sempre bom voltar para o Brasil”. Embora admita que faria sucesso no país natal, Boccato tem consciência de que certas coisas só aconteceram pelo fato dele morar aqui. “Mesmo esta coisa de achar uma linguagem mais pessoal como percussionista, acho que estando aqui acaba formando a gente de uma outra maneira”.
Morando em Nova Iorque, o paulistano carrega ainda o orgulho de ter uma família de artistas. O filho Daniel Boccato, 18, estuda artes e também é envolvido com música. A filha mais velha, de 20 anos, está terminando de estudar jazz piano. E a esposa Noêmia Boccato descobriu a arte há pouco tempo, usando produtos recicláveis.