|
Divulgação
Itaiguara Brandão se formou em Engenharia de Telecomunicações, mas encontrou na paixão pela música a sua profissão.
Últimas em Cultura
-
Escritora brasileira lança e-book de poemas
-
Cineasta brasileira lança curta em Los Angeles
-
Canção indicada ao Oscar foi composta em uma semana
-
O outro Ano Novo - E como realmente celebrá-lo
-
Fernanda Andrade, a brasileira que é a nova sensação do terror nos EUA
Mais lidas em Cultura:
-
Fotógrafo brasileiro faz sucesso na Califórnia
-
Exposição em Manhattan mostra criatividade de artistas brasileiros
-
Filme brasileiro é lançado nos Estados Unidos
-
Loja de produtos artesanais do Brasil reabre em Connecticut
-
Calcinha Preta se apresenta em Danbury
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
Do rock ao clássico para compor um rico vocabulário musical. É desta forma que o baixista Itaiguara Brandão vem construindo sua carreira. O talento natural e o sonho transformaram o brasileiro em um dos baixistas mais requisitados da região nordeste dos Estados Unidos.
O músico já gravou com grandes nomes como Bebel Gilberto, Elba Ramalho, Paquito D’Rivera, Romero Lubambo e Emílio Santiago, e foi diretor musical da banda de Paulo Braga, considerado o pai da bateria brasileira e componente do Trio Jobim.
Em entrevista por e-mail, Brandão contou que ser um dos mais requisitados é fruto de muito trabalho e de um conjunto de atitudes. Segundo Itaiguara, ser chamado para tocar e de quebra ser pago por isso é um verdadeiro presente dos céus. “Anos depois fui aprender que esse sentimento de gratidão atrai mais coisas boas nas nossas vidas”, declarou.
A responsabilidade em estudar a música em casa, o entusiasmo e a pontualidade ajudaram o artista, segundo ele próprio. “Tudo isso expande minhas possibilidades de trabalho”.
Com uma personalidade musical marcada pela energia do rock progressivo – leia-se “Yes” e “Rush” -, flamenco, música clássica e chorinho, Brandão confidenciou que todos estes ritmos, pelos quais é apaixonado, se manifestam de forma natural quando toca violão e baixo. Energia, técnica, lirismo e suingue tornaram-se a raiz do baixista e estão eternamente presentes no vocabulário dele.
Conquista ‘suada’
Carioca da gema, Itaiguara é oriundo de uma família de músicos não profissionais. Pressionado a ter uma profissão ‘séria, decente’, acabou se formando em Engenharia de Telecomunicações. “Mas sempre sonhando em ser músico”. De professor particular de música, tornou-se aluno do Berklee College, outro grande sonho.
A chegada em Boston (MA), há 17 anos, trouxe lembranças dos 7 anos de idade, quando os avós o colocaram na aula de piano. Ia tudo muito bem, até que a vergonha não deixou o menino encarar um recital. Retomou os estudos quatro anos depois, estudando violão clássico e chorinho. Aos 12 anos, já tinha mais confiança em si. “E não saí correndo dessa vez”. A estréia profissional aconteceu aos 15 anos de idade.
Ao falar do respeito que a MPB adquiriu no mundo inteiro, Itaiguara lembra que a grande comunidade brasileira em Nova Iorque dá espaço e oportunidade para vários estilos. “Da bossa nova ao ‘Brazilian jazz’, baião, forró, sertanejo, pagode, axé, rock brasileiro, etc.”.
Um dos maiores orgulhos do músico foi a aquisição do visto O-1, concedido para artistas com habilidades extraordinárias. Enquanto renovava o visto por 7 anos, Itaiguara tratou de juntar todos os materiais possíveis que documentaram a carreira. Com a recomendação de nomes do meio musical e a ajuda do Consulado Brasileiro, chegou ao green card, depois de 12 anos de América.
A batalha é atualmente encarada com muito bom humor. “Hoje, em vez de ficar preocupado com as perguntas que os funcionários de imigração vão me fazer na fronteira, eu entro relax, com o guardinha me saudando ‘welcome to the United States’. Foi suado, mas valeu a pena”.