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Teresa Inês irá se apresentar durante as comemorações do Brazilian Day em Massachusetts.
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A obra da cantora Teresa Inês é feita de muito jazz, samba e bossa nova. Mas ela também provou que gosta de uma boa percussão e de ritmos como o maracatu e o baião. Em setembro próximo, o trabalho da brasileira poderá ser visto durante as comemorações da Independência do Brasil em Boston (MA).
O primeirdo CD solo gravado, “Teresa Ines Live in Boston”, tem canções de Lenine, a bossa nova de Jobim e o samba de Paulinho da Viola. No segundo, “Ave Rara”, Teresa Ines mostra muito do seu lado compositora. Ela participou ainda dos álbuns “Zabumbatuq”, com canções originais de Jairzinho e outros artistas, e de “Mother Earth Lullaby”, compilação de canções de ninar do mundo inteiro.
Por telefone, a cantora concedeu entrevista ao Comunidade News. Teresa contou que “Ave Rara” foi gravado há 6 anos, enquanto ela estava grávida. A música “Meu Menino” foi feita em homenagem ao filho. O CD tem também regravações de Tom Jobim (Fotografia), Baden Powell e Vinicius de Moraes (Consolação) e Lenine (Tuaregue Nagô).
Nos Estados Unidos há 20 anos, Teresa deixou o Rio de Janeiro para estudar no Berklee College of Music. Começou a fazer sucesso com a banda e acabou conhecendo o marido, um americano. “Foi um caminho que eu não tinha pensado exatamente que seria assim. Vim para passar dois anos e voltar”, disse ela, que tem bacharelado em música cursado no Brasil.
A ligação com o jazz trouxe a carioca para os EUA. “Queria estar mais perto deste ambiente jazzístico”. No Brasil, trabalhou com teatro e estava sempre em contato com a música, seja tocando flauta num grupo de choro ou como regente de coral. “Adoraria morar no Brasil”. Quando ia ao país natal com mais frequência, aproveitava para matar as saudades e realizar alguns shows.
Jeitinho musical brasileiro
Apesar de sentir falta do Brasil, Teresa gosta também dos Estados Unidos, onde se divide entre a carreira e a vida em família, em uma tranquila área próxima ao mar.
Apontada pelo jornal Boston Globe como grande diva latina, Teresa Inês carrega também influências africanas na música. Voz conhecida na região da Nova Inglaterra, a cantora já divulgou o trabalho na Europa e em outros países da América do Sul. Em 2003, abriu o show de João Gilberto em Boston, e cantou no evento “40 Anos de Bossa Nova”.
Há dois anos, foi chamada pelo bloco AfroBrazil. O líder, Marcus Santos, pediu para Teresa compor no estilo maracatu, ritmo típico do nordeste brasileiro. A segunda participação contou com um baião, onde Teresa teve a oportunidade de conviver mais com a parte percussiva da música. “Adorei fazer”.
Teresa Inês vive somente de cantar. “Sempre me senti privilegiada, tive a oportunidade de vir para os Estados Unidos para estudar”. Na opinião dela, existe um grande mercado para as artes em geral no país, embora admita que a batalha seja constante. “Me sinto dos dois lados. Como artista, estamos sempre buscando coisas novas e temos o privilégio de estar trabalhando com isso”.
Além do show em setembro, na Biblioteca de Framingham, a agenda de Teresa conta com uma apresentação em Cambridge. Costumava se apresentar bastante em Nova Iorque, mas abriu mão de viajar muito em função do filho. “Adoraria”, disse ela, sobre possíveis shows em Connecticut.