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Obra do artista Ricardo Nassif valoriza o corpo feminino.Divulgação
Ricardo espera um dia receber o reconhecimento de seu trabalho.
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O belo universo feminino e figuras religiosas servem de ingrediente para as obras de um artista plástico. Alternando entre desenhos a lápis e pinturas a óleo, Ricardo Nassif (www.ricardonassif.tripod.com) busca inspiração em grandes artistas, enquanto sonha com a fama.
A vida inteira foi assim: Ricardo pegava o lápis e ia dando forma a mulheres e outras figuras humanas, considerados por ele os temas preferidos. Admirador confesso das mulheres, em especial da própria mãe, o mineiro de Muriaé consegue até hoje passar para as telas o instigante universo feminino. “Acho bonito esta apreciação”, confidenciou o artista, que desenha a mãe, a mulher sedutora e a sensual. Não falta até mesmo a rosa, flor capaz de representar a mais bela das mulheres.
O universo artístico do brasileiro sofreu uma pequena mudança. O lápis deu lugar às pinturas em aquarela e acrílico. De 2008 para cá, Ricardo se lançou no mundo da pintura a óleo. Anjos, crianças, pequenos e delicados bebês e a figura sagrada de Jesus Cristo ganharam mais vida pelas mãos do artista. Mas elas, as mulheres, não foram de forma alguma esquecidas.
A inspiração vem dos grandes Michelangelo e Leonardo Da Vinci. Pintor, escultor e poeta italiano, Michelangelo deixou as célebres esculturas “Pietà”, “Baco” e “Moisés” como legado. Uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, Da Vinci também foi pintor e escultor, entre outras importantes funções. A “Mona Lisa” e “A Última Ceia” estão entre os dois quadros mais famosos e parodiados de todos os tempos.
Rumo à fama
Ao contrário de muitas artistas, Ricardo sonha sim com a fama. Fala com empolgação nos dois grandes ídolos. “Um dia quero ser como eles”. Ciente de que não se compara uma obra à outra, segue observando os dois grandes mestres. “Não faço igual mas admiro”.
Além da conquista da fama, o brasileiro ambiciona manter o conhecido trabalho com o lápis e quer crescer mais na parte da pintura. “Quero tentar fazer coisas bonitas como eles [Michelangelo e Da Vinci], mostrando mais e mais”.
A necessidade de sobrevivência nos Estados Unidos, onde mora há 9 anos, levou o artista para o Whole Foods Market. As duas atividades ainda dão espaço para o desejo de trabalhar como designer gráfico no país, função que exercia no Brasil.
Com toda esta persistência, o morador de Pawtucket, Rhode Island, vai aos poucos conquistando o mercado artístico. Depois da participação em duas pequenas exposições, ele vibra com a exibição de seus trabalhos na comemoração aos 15 anos do Grupo Mulher Brasileira. A mostra abre oficialmente no dia 7 de março. Segundo o artista, as mesmas oportunidades não aconteceram no Brasil.