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Beatriz Milhazes já expôs suas obras nos EUA, Espanha, Holanda e Alemanha.Divulgação
Obra de Beatriz Milhazes "Sinfonia Nordestina".Divulgação
Obra "Love"
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Coloridos círculos que levam a arte brasileira mundo afora. São os quadros da aclamada artista brasileira Beatriz Milhazes. Conhecida no Brasil e no exterior, ela segue produzindo e levando o nome do país natal para todos os continentes.
A arte de Beatriz já esteve várias vezes presente nos Estados Unidos. Países como Espanha, Holanda e Alemanha também tiveram oportunidade de aplaudir a colorida produção da artista. Agora chegou a vez de conquistar a Ásia.
Do atelier na capital carioca, Beatriz falou ao Comunidade News. Conhecida em importantes centros como Londres, Berlim, Paris e Nova Iorque, a artista afirmou que também é bastante conhecida no Brasil. “Cada área tem uma repercussão”, disse ela.
A internacionalização da carreira de Beatriz aconteceu no início da década de 90. Mostrando o trabalho inicialmente em Caracas e no México, a artista conseguiu expor no Carnegie International em Pittsburgh, Pensilvânia e teve em seguida a primeira exposição solo em Nova Iorque, o que rendeu uma ótima crítica no The New York Times. “Realmente abriram-se as portas”. O Japão é uma das mais recentes conquistas da artista.
O sucesso, segundo a própria Beatriz, pode estar na forma como os críticos norte-americanos e europeus passaram a olhar a arte brasileira. “Com outro tipo de interesse e com outro tipo de importância”. No caso específico de Beatriz, o visual diferenciado, inspirado na cultura brasileira, chamou a atenção.
Belezas tropicais dão fôlego à produção artística
Formada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a artista confidenciou que sempre foi ligada ao modernismo brasileiro e europeu. Citou Tarsila do Amaral como a melhor representante do movimento. Apesar de atualmente estar dividida entre o Brasil e o resto do mundo, Beatriz se inspira muito na arte popular, nas cores brasileiras e na mistura de raças. “Essa miscigenação nos dá um tipo de liberdade”.
Na opinião dela, o ambiente tropical brasileiro proporciona brincar, no bom sentido, com determinadas questões. “Porque não fomos nós que criamos elas”. As pinturas de Beatriz, que a princípio lembram as místicas mandalas, carregam simplesmente elementos geométricos.
Além de Tarsila do Amaral, a artista tem entre os artistas centrais o francês Henri Matisse e o holandês Piet Mondrian.
Dividida atualmente entre o Rio de Janeiro e o mundo, Beatriz confessou que nunca quis emigrar para outro país. “Não posso montar um atelier em qualquer lugar do mundo. Preciso de um ambiente que tenha situações agradáveis e que me inspirem”. Por isso, usa e abusa das belezas da capital carioca para se inspirar. É claro que ela valoriza ter quadros nas melhores coleções do mundo, mas se dá ao luxo de escolher onde quer morar. “Não tenho nada contra a imigração, obviamente”.
O atelier, localizado no Jardim Botânico, com certeza contribui para a decisão da artista. Admirando as belezas ao seu redor, Beatriz não para, e sempre arranja fôlego para a conquista de novos horizontes.