|
Arquivo pessoal
André e Elaine Blauth são residentes permanentes e mesmo assim dizem que a medida não os incomoda.
Últimas em Comportamento
-
Trabalho de sobra no Brasil atrai desiludidos da Europa
-
Número de brasileiros se naturalizando cresce a cada ano
-
Estudo associa taxa de suicídio na força de trabalho à economia
-
Vítimas de violência doméstica e abuso sexual encontram apoio em Massachusetts
-
Funcionária da Coca-Cola é indicada para importante treinamento de liderança
Mais lidas em Comportamento:
-
Evento aborda lado sensual da mulher brasileira
-
Goiás já é o segundo estado que mais exporta imigrante, diz estudo
-
Brasileiros vêem em lei chance de viverem dignamente nos EUA
-
Crime de adolescentes acende polêmica sobre educação dos filhos
-
Crise econômica muda hábitos dos brasileiros
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
A medida adotada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, estabelecendo a checagem de dados de um residente permanente, cada vez que ele entrar no país, gerou polêmica entre os defensores dos imigrantes. Mas alguns brasileiros que já tem o green card não estão se incomodando.
Vigorando a partir de 18 de janeiro próximo, a nova regra visa intensificar a segurança, principalmente no que diz respeito à fraude do green card. Segundo o DHS, poderão ser evitados casos como venda do green card, alteração ou até mesmo falsificação.
Para brasileiros como Nilda Rocato, a preservação da segurança do país é importante. Por outro lado, acha que não seria necessário realizar a checagem, já que para adquirir o documento, os dados da pessoa são verificados. “Você obteve a autorização para viver aqui, e depois quando entra, ainda tem que checar novamente”, disse.
Aldrin Costa não vê nenhum tipo de problema. Morando nos EUA há 15 anos e portador do green card há cinco, ele acha que a medida pode ajudar a evitar fraudes. “Amigos meus que tem o green card também disseram que não se incomodam”.
A nova regra é uma expansão do US-VISIT, programa criado em 2003 com a finalidade de verificar documentos e identidades dos visitantes. Quem entra no país através do US-VISIT tem os dados biométricos checados.
Na opinião do comerciante André Blauth, residente na Virginia, o único inconveniente seria um eventual atraso de, por exemplo, duas horas, durante a checagem. “Mas se a checagem levar 10, 20 minutos, não tem problema”, disse ele. O brasileiro acredita também que, se não houvessem tantos documentos falsos, não seria necessária a implantação da medida.
Prestes a receber o green card, o morador do estado de Nova York, Rogério Luciano, acha válido ter a medida por questões de segurança. “Ainda mais nós que temos família e filhos. Segurança nunca é demais”, opinou.
Lei sem sentido
O diretor executivo do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB) de Massachusetts, Fausto da Rocha, concorda com medidas de segurança para evitar fraudes do documento, mas teme discriminações. “Toda medida de segurança, se não for bem feita, pode acarretar disciminações. Temos que ficar de olho se isto acontecer, para que se possa pressionar ou levar o órgão até a justiça, se for necessário”, disse Fausto.
Segundo matéria publicada na imprensa portuguesa, o conselheiro das Comunidades Portuguesas nos Estados Unidos, José João Morais, não vê sentido na nova medida. “Estão a considerar todos os imigrantes como criminosos”, disse. Segundo ele, outros portugueses também não concordam com a nova lei do DHS. Morais aproveitou para criticar o governo português, dizendo que os diplomatas são “os únicos que poderiam fazer alguma coisa”.
O presidente da Associação Americana dos Advogados de Imigração (AILA), Charles Kuck, acha que checar os residentes permanentes é uma idéia errônea e que beira o absurdo.