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Solange (ao centro) com as filhas Fabiana (dir.), Débora (esq.) e Bárbara, privilegiada porque terá a mãe para passar a data.
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No segundo domingo de maio comemora-se o Dia das Mães, data que adquiriu, ao longo dos anos, um cunho totalmente comercial. Apesar disso, a data não perdeu o verdadeiro significado, e é com certeza comemorada todos os dias. Os brasileiros que estão nos Estados Unidos, e que têm a sorte de passar este dia com a mãe, sentem-se privilegiados e felizes. Já aqueles que não podem, sentem o coração mais apertado com a proximidade da data.
A história da criação do Dia das Mães começou em maio de 1905, nos Estados Unidos, quando a filha de pastores Anna Jarvis, junto a amigas, lutou para instituir um dia em que todas as crianças homenageassem suas mães, para fortalecer os laços familiares e de respeito aos pais. Por sugestão dela, o então presidente Woodrow Wilson instituiu oficialmente, em 1914, o segundo domingo de maio como o Dia Nacional das Mães.
Fabiana Viegas, 22, moradora de Danbury, Connecticut, reforça estes laços, pois sempre teve a mãe por perto. O Dia das Mães será ainda mais especial porque a avó materna vem do Brasil, a tempo de comemorar o dia. Fabiana fica triste pelo marido, o salvadorenho Mihuler Mijango, que não vê a mãe há 6 anos. “Digo a ele para ter paciência, um dia eles vão se reencontrar”.
A mãe de Fabiana, Solange Viegas, não esconde a alegria e ansiedade, porque celebrará a data ao lado da mãe. “Tanta gente que não vê a mãe há 20 anos, eu poder ter a minha por perto neste dia é uma graça de Deus”. Solange se sente privilegiada, ainda mais que o neto, Justin Valdez, de 1 ano e meio, vai ter a bisavó por perto.
Há somente 9 meses nos Estados Unidos, Adriane Karaziaki está triste, e se derrete ao falar da mamãe. “É a melhor mãe do mundo, será o pior dia para mim, muito difícil”. Para amenizar a tristeza, disse que vai passar horas ao telefone com a mãe. “Vou mandar dinheiro para ela comprar o que quiser, mas nada que eu der será o suficiente, ela merece o mundo”.
Dor e esperança
A solidão dói mais ainda para Nadimar Diniz quando pensa que este é o segundo ano que passará a data sem a mãe. A tecnologia vai ajudar a driblar a saudade. “Vou vê-la pela internet e mandar uma telemensagem”. A brasileira ainda não planejou o que dizer, mas teria um pedido. “Pediria para ela estar aqui comigo, é meu sonho”.
Se para Adriane e Nadimar é difícil passar este Dia das Mães, imagine para Cleuza Freitas, que não vê a mãe há 21 anos. A saudade é imensa e também será suprida pela tecnologia da internet. “Ela chora, já está com 87 anos. A única coisa que digo é que nós ainda vamos nos ver”. A mãe nunca quis vir para cá, e o que conforma Cleuza é o fato de ter filhos e netos aqui.
Curiosidades
A popularidade do feriado do Dia das Mães tornou a data comercial, principalmente para os vendedores de cravos brancos, símbolo da maternidade. Enfurecida, Anna Jarvis chegou a entrar com um processo para cancelar a data, mas não obteve sucesso.
No Brasil, o feriado do Dia das Mães foi oficializado pelo presidente Getúlio Vargas, em 1932. Quinze anos depois, o Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, determinou o Dia das Mães como data integrante do calendário oficial da Igreja Católica.
Nem todos os países comemoram o Dia das Mães no segundo domingo de maio. A França e a Suécia comemoram a data no último domingo de maio, e a Iugoslávia, duas semanas antes do Natal. A Índia comemora no início de outubro, e Espanha e Portugal elegeram o dia 8 de dezembro, data de homenagem a Virgem Maria. Entre os países que celebram a data no segundo domingo de maio estão Austrália, Canadá, Dinamarca, Turquia, Itália e Japão.