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Alessandra Lopes comemora o seu primeiro Dia das Mães.Divulgação
Fernanda dos Santos, com o filho Cauã, de 2 meses. “A ficha ainda não caiu”.
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Ser mãe é uma emoção quase inexplicável. Ao ter o primeiro filho, a mulher descobre que o amor incondicional se mistura ao sentimento de responsabilidade por ter nas mãos um ser tão frágil. A alegria se multiplica quando as mulheres se dão conta de que este será o primeiro Dia das Mães celebrado em tão especial companhia.
Apesar da data ter adquirido um tom um tanto comercial, todos concordam que todos os dias é Dia das Mães. No poema intitulado “Mãe”, o saudoso poeta Mário Quintana disse que o infinito cabe nas três letrinhas. Infinito mesmo é o sentimento que cada mamãe de primeira viagem sente, sobretudo na data mundialmente celebrada.
“É tão bom, maravilhoso”, disse Alessandra Muniz Lopes, sobre o fato de passar o primeiro Dia das Mães com Ariany, que recém completou 5 meses. Para ela, a data tem um certo gostinho de flashback. “Descobri que estava grávida no Dia das Mães”. Quando relembra o fato é que Alessandra se dá conta. “Gente, é Dia das Mães, sou mãe. Nossa, primeira vez”. O marido, Manoel de Souza, pergunta constantemente. “Está gostando de ser mãe?”.
Ana Beatriz veio ao mundo no dia 19 de fevereiro último. Claro que a mãe, Dalila de Souza, vai celebrar a data repleta de emoção, mas é com expectativa que aguarda um determinado momento. “Quando ela souber dizer ‘mãe eu te amo’”, disse a brasileira, que define este como o mais especial Dia das Mães.
De acordo com dados históricos, a mais antiga celebração do Dia das Mães tem origem na mitologia. A entrada da primavera, na Grécia antiga, era festejada em homenagem à Mãe dos Deuses, Rhea. Nos Estados Unidos, a data de 9 de maio foi oficializada como o Dia das Mães, pelo presidente Woodrow Wilson, em 1914. O primeiro Dia das Mães brasileiro foi criado pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre (RS), no dia 12 de maio de 1918.
Diferentes datas, mesmo sentimento
Sem palavras para descrever o que está sentindo, Fernanda Paper ainda não pensou em algo especial para o dia. “Acho que ainda não caí na real”, disse ela, mãe de Cauã, de pouco mais de 2 meses de idade. Com o sonho de ser mãe realizado, olha para o próprio filho como se tudo não fosse verdade. “Tem horas que eu nem acredito que fui eu que fiz”.
Para Barbara Melem, bom mesmo é acordar de manhã e ver a carinha linda de Anthony, 7 meses. “Nunca imaginei que fosse tão bom”, disse ela, que planeja um café da manhã com o marido, a mãe e a sogra, em companhia do filho, é claro. Sobre algum outro preparativo especial, já avisou. “Estou esperando que preparem algo para mim”.
Segundo a psicóloga Márcia Guimarães, a mãe imigrante pode se sentir mais recompensada na comemoração do dia. “Algumas sentem como uma gratificação ainda maior do que a maternidade per se”, disse. Isto porque, de acordo com a profissional, existe o fato de gerar um filho numa sociedade onde a mãe tem a expectativa de fazer parte.
No Brasil o Dia das Mães é celebrado no segundo domingo de maio. A data foi oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, no ano de 1932. Em Israel não existe mais o Dia das Mães e sim o Dia da Família, comemorado em fevereiro. A França comemora a data no último domingo de maio, e a Índia, no início do mês de maio.