Danbury, CT - Wednesday, February 08 2012
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Comportamento

Brasileiros despertam para a importância do voto nos Estados Unidos

As esperanças são de mudança, tanto na área econômica quanto imigratória.

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Dia a dia o mundo inteiro tem acompanhado a acirrada corrida à Casa Branca. Em meio a debates e promessas, os partidos Republicano e Democrata se mostram ansiosos para ver quem vai ocupar o cobiçado cargo de presidente dos Estados Unidos, disputado por John McCain, 72, e Barack Obama, 47. A expectativa também existe entre os brasileiros que já podem exercer o direito do voto. Todos estão com sede de mudança.

A popularidade do candidato Democrata Barack Obama indica que o nível de eleitores pode bater o recorde este ano. O voto não é obrigatório nos Estados Unidos. A população latina está um tanto dividida quanto a escolher o melhor candidato para defender os interesses dela. Independente do candidato, os brasileiros querem é ver uma mudança promovida no país.

É o caso do comerciante Sabino Barroso, de Massachusetts. Ele vai exercer o direito do voto pensando na mudança, principalmente na economia. “Como imigrante, meu voto faz a diferença”, afirmou, acrescentando que vai votar em Obama. “Pela lógica, pensa-se que ele pode fazer mais pelos imigrantes”.

Um dos motivos que Sal Aragão, residente em Rhode Island, se tornou cidadão americano, é poder votar para fazer a diferença. “O meu voto é mais um”, disse Sal. A exemplo de Sabino, acredita que Obama seja o melhor para os imigrantes. “Como sou imigrante, penso nos indocumentados”.

Em defesa do povo
Mesmo que o candidato dele não ganhe, Paulo Cazitta, morador de Danbury, Connecticut, vai votar porque considera seu voto essencial. A questão imigratória preocupa o brasileiro, mas ele acha que o próximo presidente vai concentrar os trabalhos na economia. Não revelou o candidato, mas pensa muito nos indocumentados. “Não esqueço que sou imigrante”.

A maior esperança de Alencar Castello, da Interpoint, é de que Obama suba ao poder. “Precisamos de um governo que defenda o povo”, declarou Alencar, que deseja também ver o fim da guerra do Iraque, a qual na opinião dele, só tem trazido gastos desnecessários ao país. Disse que não tem visto o assunto imigração como prioridade para nenhum dos candidatos. “Imigrante sempre espera uma lei, mas não sei se os dois têm algo na agenda”.

Apesar de ter obtido a cidadania americana há 14 anos, o cabeleireiro João da Silva irá votar pela primeira vez. João também quer ver o país mudado, principalmente na área econômica. “Espero que melhore também para os imigrantes”, disse João, que não revelou o candidato.

Preferência democrata
Segundo dados do Pew Hispanic Center, divulgados no mês passado, revelam que Obama desperta mais simpatia entre os latinos do que McCain. Porém, 7% dos eleitores hispânicos vêem o partido republicano como o mais capacitado para defender os interesses deles.

De acordo com o Wall Street Journal, o primeiro debate entre McCain e Obama, realizado em 26 de setembro, não trouxe surpresas, e os dois candidatos teriam se fixado no assunto que melhor dominam: o republicano McCain na política externa, e o democrata Obama nas questões internas nacionais. À ocasião, McCain foi o grande vencedor, na opinião do Chicago Tribune, único veículo da imprensa americana que arriscou a proclamar um vencedor.

Logo após o segundo debate, realizado no início de outubro, uma pesquisa feita pela CNN, com 675 telespectadores, apontou que 54% dos eleitores gostaram mais da performance de Obama, contra 30%, que elegeram McCain o grande vitorioso. O assunto que dominou o segundo debate foi a crise econômica americana, com Obama sugerindo um plano de alívio fiscal para a classe média, se mostrando mais convincente.

McCain chegou a responsabilizar o adversário e os democratas pela quebra das instituições de crédito hipotecário Fredy Mac e Fannie Mae, mas o democrata não se deixou abater. Obama refrescou a memória de McCain, dizendo que o chefe da campanha do republicano foi um lobbista da Fannie Mae, e lembrou que o vínculo dos republicanos com os poderosos grupos de poder de Washington é maior.

Por: Angela Schreiber
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