Dra. Odilza Vital Versão para impressão
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Precisamos estabelecer rotina de exames, nós temos que ter direito a exame e o exame principal é o clínico. É a nossa história, a história da nossa família, é a de doenças anteriores é a apalpação, a ausculta, o exame da mucosa. É importante examinar a língua do paciente, auscultar o peito, o tórax, a apalpação da tireóide e o exame da pele é super importante. É fundamental o exame ginecológico de rotina, a mulher que tem vida sexual ativa. Não existe mais idade para começar, se a mulher já tem vida sexual se for aos 15 anos já deve começar a fazer sua colpocitologia. A análise bioquímica do sangue enfocando tendências familiares, exame de urina, exame de fezes, enfocando mais nas tendências familiares. Por exemplo, se uma mulher tem história de Diabetes é claro que esta doença deve ser melhor pesquisada. Mamografia junto com ultra-sonografia de mama, pois os dois exames se complementam. A mamografia vê duas distâncias a altura e a largura enquanto que a ultra-sonografia examina a profundidade, se a mulher tem um nódulo atrás do tecido denso a mamografia não vai mostrar, mas a ultra-sonografia vai, então nós precisamos fazer a ultra-sonografia associada com a mamografia de rotina. Mamografia anualmente para mulheres a partir dos 50 anos e nos anos pares para mulheres a partir dos 40 anos, a não ser se essa mulher tenha uma história muito séria de câncer de mama na família porque aí ela vai começar a fazer esse exame mais cedo para poder detectar essa doença precocemente se esta surgiu. A ultra-sonografia abdominal de rotina a partir dos 40 anos e até antes em 5 em 5 anos dá para observar se tem alguma alteração no rim, dá para observar a aorta, dá para ver se tem alguma placa, se existe alguma dilatação aneurismática. Se nós não fizermos o exame como é que vamos detectar? Quantos casos temos visto de diagnóstico precoce de aneurisma de aorta e se nós evitamos que esse aneurisma se rompa de súbito saímos do risco da mortalidade altíssima. A ultra-sonografia pélvica deve ser associada ao exame ginecológico. A densitometria óssea sem exageros. Tenho visto, pedidos de densitometria óssea a cada três ou seis meses. É muita irradiação. Não temos proteção nenhuma para mama quando se faz, este exame. O eco-doppler das carótidas, é muito importante principalmente na 3ª idade. Vamos detectar placas de ateromas e essas placas podem se romper e os pequenos êmbolos vão para o cérebro e as pessoas têm um acidente vascular cerebral. É preciso um eco-cardiograma para as mulheres. Muitas vezes a mulher sofre de palpitação e é classificada ou rotulada de “nervosa” e o que ela tem simplesmente é um prolapso da válvula mitral, e pior, se não tomar antibióticos quando convém na prática de uma cirurgia vai ficar à mercê de uma endocardite bacteriana. Nós precisamos fazer o eletrocardiograma com prova de esforço, porque o eletrocardiograma feito em consultório médico só vai detectar problemas se a situação for muito grave. Precisamos fazer por todo esse somatório de encargos e de estresse do dia a dia, este exame que agora também passou a ser uma rotina feminina. E durante essa série de artigos ficamos sabendo mais sobre a Saúde e Posição da Mulher no 3º milênio.