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Colunista - Dra. Odilza Vital

Saúde

Pré-menopausa – Parte 2

08/10/2005 09:00:00 AM
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Dra. Odilza Vital

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O prenúncio da não menstruação é perturbador. O fato de algumas mulheres não terem procriado, de não terem dado prosseguimento à vida, faz com que este período fique mais difícil ainda, pois é quando o corpo decide pôr um ponto final nesta possibilidade. Muitas mulheres que escolheram a relação homossexual chegam a ficar profundamente deprimidas. É difícil para elas se convencerem de que o não à maternidade foi uma escolha, num determinado tempo de suas vidas cheias de convicção e sinceridade com elas mesmas. Se hoje, com o desenvolvimento da ciência e com a rapidez da informação, ainda nos assustamos diante dos fantasmas que a menopausa nos apresenta, imaginem como sofreram as mulheres de não “tão antigamente”assim. As avós, que sempre têm uma boa historinha para contar, costumam relatar que lá pelos anos de 1940, 50, conheceram uma amiga da amiga, uma prima da tia, uma vizinha da cunhada que, numa certa idade, na danada da “meia idade”, ficou louca. Elas dizem que a loucura da criatura foi provocada pelas regras, pela falta de incômodo, enfim, pelas falhas ou pelo fim da menstruação. E uma frase sempre aparece nos relatos: “Ela enlouqueceu porque as regras subiram para a cabeça.” Os efeitos da menopausa eram tratados assim. O que hoje sabemos ser o aumento da irritabilidade, da sensibilidade, desaparecimento de apetite sexual e a facilidade com que a depressão se instala, eram considerados loucura por muitos. A menopausa, como fenômeno social e médico surgiu apenas na segunda metade do século XX. Isso porque a expectativa de vida da mulher em 1900 não passava dos 40, 45 anos justamente as fases da pré-menopausa e da menopausa. A Segunda Guerra Mundial, acredite, ampliou não só a possibilidade da mulher viver mais, mas também viver em melhores condições. Durante e depois da guerra surgiram novas tecnologias, a ciência se expandiu, chegamos à era dos antibióticos e a saber o que era prevenção. Essa palavrinha, prevenção, fez crescer a expectativa de vida da mulher pelo menos 30 anos, mesmo nos países ainda em desenvolvimento. Num primeiro momento, só as mulheres mais abastadas tiveram acesso aos novos conhecimentos da medicina. Pouco a pouco, o atendimento foi se expandindo e derrubando tabus e barreiras centenárias. A partir de 1960 as pesquisas em busca da pílula anticoncepcional levaram os cientistas aos hormônios sintéticos, os “grandes combatentes” das conseqüências da menopausa. Já no final dos anos 60, a ciência liberou aos médicos o tratamento de reposição hormonal para atenuar os sintomas das ondas de calor, da irritabilidade, da insônia, da depressão e do ressecamento vaginal. Foram anos de grande modernidade para a saúde da mulher, mas também de muitas incertezas e resultados nem sempre tão favoráveis assim. Nessa época as mulheres procuravam os médicos com as queixas próprias da menopausa e a elas eram dados hormônios sintéticos sem o devido controle, sem avaliações e exames periódicos. Não havia o compromisso de consultas regulares. Pouco tempo depois, a triste constatação: os efeitos colaterais dos hormônios sintéticos aumentaram a incidência dos carcinomas, os tumores malignos, nos ovários, no endométrio e nas mamas. São más noticias que ainda rodam. Freqüentemente encontramos alguém que nos lembra um artigo, um comentário, um diagnóstico que nos afasta dos consultórios em busca de uma saída para tanto desconforto. Muitos ginecologistas ainda insistem em recomendar a reposição hormonal sintética. Outros não só acreditam como não duvidam dos resultados da reposição. Diante de tanta controvérsia, o que fazer? Como podemos nos prevenir? Qual a idade certa, ou o momento exato, de procurarmos um médico? Qual é a melhor especialidade médica para nos cuidar? Respostas para tantas dúvidas você vai encontrar nos próximos artigos.... Para me conhecer melhor visite o meu site www.odilzavital.com. Para marcar atendimento favor mandar e-mail para odilzavital@hotmail.com e odilzavital@yahoo.com.

Dra. Odilza Vital

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