Dra. Odilza Vital Versão para impressão
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Persuasão é a influência que uma pessoa, a partir do conhecimento que tem sobre si mesmo, pode exercer sobre outra ao entrar em sua imaginação e tornar-se espelho de onde os demais se identificam, ainda que não se reflitam exatamente como são.
Segundo Robert Cialdini, existem seis táticas de persuasão:
1- Reciprocidade:
Quando as pessoas, sem ser manipulado pelo marketing, diplomaticamente tem que retribuir um favor. Isso acontece na família, com os amigos, entre os colegas e com as nações parceiras.
2- Compromisso e Coerência
Quando as pessoas agem com honra, depois de terem se comprometido, de maneira oral ou escrita, a realizar um plano consistente, ainda que a motivação inicial possa ter mudado. Por exemplo: um vendedor de um imóvel sobe o preço de repente, mas o comprador, que já havia decidido comprar, segue adiante com a sua decisão.
3- Prova Social
Quando as pessoas repetem um comportamento que o envolve. Por exemplo: uma vez foi realizada uma experiência na qual várias pessoas olhavam para o céu parando até o tráfego em torno. As pessoas que passam repetirão a ação de ficar olhando para o céu, procurando o que não sabem o quê, mas repetindo a ação das outras.
4- Autoridade
Quando as pessoas respeitam obedientemente as ordens de quem representa autoridade, ainda que lhe peça algo que vai contra a sua vontade. Por exemplo: o presidente de uma companhia chama educadamente sua secretária para um encontro fora da hora de trabalho.
5- Gosto
Quando as pessoas sentem empatia com alguém e se deixam convencer facilmente. Por exemplo: o marketing viral (feito através de redes sociais e outros meios eletrônicos). Os compradores compram sem questionar a qualidade do produto porque a pessoa que o anunciou lhe é do seu agrado.O exemplo clássico é o do jogador de futebol anunciando telefone celular.
6- Escassez
Quando as pessoas crêem que tem a oportunidade de adquirir algo exclusivo ou de edição especial, pagam o preço que lhe pedem convertendo a mercadoria para objeto de desejo. Por exemplo: uma promoção por “tempo limitado” incita ao consumo, ou uma bolsa “de marca” faz você pagar muito mais do que vale materialmente.
Quando você é capaz de identificar as necessidades dos demais e lhes apresenta a solução que buscam, lhe percebem como aliado, ao ganhar sua confiança, tem o acesso a suas decisões. Se você é honesta, saberá dar um conselho adequado quando lhe peçam; mas se não for honesta, manipulará essa vantagem que tem sobre a pessoa persuadida vítima para sua conveniência. Estas estratégias são utilizadas diariamente para dirigir o inconsciente com o publico. Ditam-nos a maneira de caminhar, o que devemos comer, a forma de vestir, o carro que devemos dirigir e o celular que vai mais com a nossa personalidade que nos interessa mostrar aos demais. É a famosa “moda”.
Mas o que acontece com as nossas crenças espirituais, preferências políticas e as pessoas que escolhemos para nos relacionar em nossas vidas???
Analise as decisões que você toma diariamente em sua vida, se estão regidas por alguma das estratégias anteriores o se está convencido realmente de que o que tem, realmente é o que você deseja e necessita.
Este é um exercício importante para reduzir o conflito interior e o consumismo que muitas vezes são fonte de estresse e portanto de doenças e envelhecimento prematuro.