Dra. Odilza Vital Versão para impressão
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A tão defendida igualdade entre os sexos acaba por desdobrar-se num viés negativo para as mulheres. Até pouco tempo, preocupadas unicamente, com o exame anual de mamas, agora comprovações médicas apontam que, cada vez mais, elas assumem os riscos antes considerados exclusivos para o sexo masculino. De acordo com pesquisas realizadas nos últimos dez anos mulheres na faixa de 30 a 60 anos mostram que 80% delas faziam uma alimentação desequilibrada, 70% tinham vida sedentária, 60% estavam acima do peso ideal e 26% sofriam de insônia. Ironicamente, no entanto, segundo índices, os maiores agravantes não estão na emancipação profissional nem na competitividade no mercado de trabalho, mas no somatório destes fatores aos das atividades domésticas. Os riscos de doenças cardíacas entre as mulheres estão muito preocupantes. Com percentuais gradativos de ocorrência, eles são decorrentes do tabagismo, do uso de anticoncepcionais do estresse do quotidiano, da má alimentação , do sedentarismo, e conseqüente elevação da pressão sanguínea e acúmulo de colesterol nas artérias. O estresse é desencadeador de problemas de ordem psicológica, como insônia e depressão, e somática, como alergia e gastrite. Além disso, associada a outras causas, a alimentação não apropriada tem aumentado muito nas mulheres, quadros de diabetes que, se não diagnosticados a tempo e corrigidos, podem incapacitar e até levar à morte. Ainda a alimentação rica em carboidratos refinados e excessiva como válvula de escape da ansiedade traz a obesidade o que agrava ainda mais a situação. É extremamente importante um programa de check-up feminino mais completo, com testes outrora exclusivos ao sexo masculino. Neste ponto, avaliações cardiológicas mais detalhadas incluindo teste de esforço, associada às avaliações clínica uro-ginecológicas, radiográficas quando necessárias tal como mamografias periódicas na faixa etária adequada, ultra-sonografias e testes bioquímicos têm sido fundamentais nos diagnósticos e prevenção das patologias. Atento para os benefícios da medicina moderna, neste caso, no sentido de possibilitar a detecção de alterações sutis, que podem gerar graves doenças. Desta forma, é possível que se entenda que a pessoa tenha determinadas tendências, ou uma tendência para uma certa doença, podendo-se, então, minimizar a evolução do processo. Essas são rotinas preventivas que, devem permear a vida das mulheres e também dos homens – desde a infância à fase adulta. Prevenir é melhor que remediar. Na próxima semana continuaremos enfocando avaliações nas diversas fases da vida. Para me conhecer melhor visite o meu site www.odilzavital.com Para marcar atendimento favor mandar e-mail para odilzavital@hotmail.com.