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Colunista - Dra. Odilza Vital

Saúde

Engula esta gula - 2ª parte

11/21/2006 10:00:00 AM
Colunista - Dra. Odilza Vital

Dra. Odilza Vital

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Se você não resiste aos bombons e outros docinhos depois do jantar, saiba que entender essa mania de beliscar é o primeiro passo para domar sua gula e não deixar que ela traga de volta os quilinhos emagrecidos. “Mesmo que jante bem, com sobremesa e tudo, não resisto a um docinho extra, nem sei por quê.” “Me sinto frustrada quando fico em casa à noite, sem nada melhor para fazer. Aí, ataco um pacote de chocolate.” “Assistir aos comerciais de comida na TV ou às cenas de novela em que os personagens estão à mesa desperta minha gula e me faz ir atrás do resto de pudim na geladeira.” Depoimentos como esses, escuto sempre em meus consultórios, pois minhas pacientes comentam sobre a gula pós-jantar. Dá até para afirmar, sem medo de escorregar em exageros, que existem dois tipos de pessoas: as que sempre beliscam após a última refeição do dia e as que ainda vão beliscar. Os motivos que desencadeiam essa válvula de escape são muitos: solidão, ansiedade, tristeza, preocupação ou até mesmo uma leve depressào. Veja, a seguir, algumas situações que comumente levam ao comportamento compulsivo em relação à comida e adote um plano de ação para não pôr a dieta a perder. Nunca mais. À noite você relaxa. Então, bate aquela vontade de comer mesmo sem fome. Faça a coisa certa: A alimentação tem ligação direta com nosso comportamento e nosso humor. Só que esse beliscar às vezes transforma-se numa espécie de vício, como fumar, por exemplo. É um ato automático de buscar alívio para as mil e uma tensões do dia-a-dia. Plano de ação: O primeiro passo é estabelecer uma ligação entre hábito e vício. Quantas vezes, por exemplo, você não se viu obrigada a deixar de acender o cigarro só porque a situação ou o local não permitiam? Pode até ter sido difícil, mas você conseguiu. Na sua fantasia, a abstinência é sempre pior do que a realidade. No final, acaba descobrindo que o sofrimento é menor do que imaginava. Fica fácil, então, substituir a guloseima que lhe dá prazer por outra atividade igualmente prazerosa, como ouvir sua música preferida e dançar de frente ao espelho, ler um bom livro ou bater papo com sua grande amiga. Seu namorado dá o bolo ou sua amiga que esperava para sair não aparece e aí bate uma ansiedade que faz você comer um biscoito atrás do outro. Faça a coisa certa: Afeto e comida caminham juntos. Essa mistura dispara uma espécie de sensor que faz você comer para baixar a ansiedade. Não é a fome que leva ao alimento, mas o estresse, a expectativa, a ansiedade que automatizam o comportamento, do mesmo jeito que você tenta acender a luz mesmo sabendo que está queimada. A guloseima funciona como um ansiolítico. Plano de ação: Monitorar o comportamento ajuda a prever a crise e a adiar a gratificação imediata que recai na comida. Você pode, por exemplo, anotar suas emoções e os antecedentes que a levaram a afogar as mágoas na geladeira. Esse é um jeito de interferir entre o estímulo e a resposta, que comprovadamente dá certo: na minha prática clínica, constato que o recurso faz as pacientes comerem menos. E a melhor solição para estes casos é sair para dar uma boa caminhada ao ar livre. Depois do jantar, já é costume: você vai para o computador e entra na internet, acompanhada de uma bacia de pipoca ou um saco de balinhas. Faça a coisa certa: Bons hábitos podem ser adquiridos e nem é tão difícil quanto parece. Para isso, é preciso quebrar um costume e colocar outro no lugar. Quando você identifica o mecanismo que leva a um comportamento indesejável, a mudança necessária acaba acontecendo, mais cedo ou mais tarde. Só precisa ter esse desejo de mudar e investir nele. Plano de ação: O transtorno do comer noturno nem sempre tem a ver com ingerir grande quantidade em pouco tempo, mas sim, com o beliscar quase sem sentir. Você pode acabar com isso condicionando-se a comer sempre no mesmo lugar. Nada é tão eficiente quanto reconhecer algo como prejudicial: O imaginário é poderoso porque só em pensar que você vai ter que ficar longe do que gosta leva à desistência e impõe os maus hábitos. Você só muda se identificar na gula o perigo que vai tornar cada vez mais distante sua vontade de transformar o corpo de verdade. Solução: levar junto para o computador uma xícara do seu chá quente preferido sem teína (sugestão: camomila, erva-doce, erva-cidreira...) ou uma xícara de café sem cafeína. Driblar a gula, portanto, é uma questão de mudança de comportamento. Afinal, o maior consumo de calorias à noite e o excesso de peso andam lado a lado. Enquanto dormimos, o metabolismo é mais lento e, assim, boa parte do alimento acaba armazenada como... gordura (com o perdão da palavra!). Para me conhecer melhor visite o meu site www.odilzavital.com Para marcar atendimento favor mandar e-mail para odilzavital@hotmail.com e odilzavital@yahoo.com ou ligar para (917) 327 1641 e (917) 546 2969.

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