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Colunista - Dra. Odilza Vital

Saúde

Como manter o equilibrio hormonal

12/21/2004 09:00:00 PM
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Dra. Odilza Vital

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Os hormônios estão na ordem do dia. Homens e mulheres descobriram na reposição hormonal a fonte da vitalidade e juventude. Mas será que basta ir ao médico, fazer exames e começar a consumir dose extra de hormônios para que seja retomado o equilíbrio que se pretende? Acho que os cuidados com a alimentação são importantíssimos para o controle dos hormônios e manutenção da saúde. Produzidos pelas glândulas, os hormônios são responsáveis pela comunicação intercelular. Nosso organismo funciona como uma engenhosa Internet, com 60 milhões de células precisando se comunicar. O hipotálamo é uma espécie de “provedor”, recebendo e enviando sinais. A interligação de todo o sistema é feita por hormônios denominados carcinóides, levados a todas as partes do corpo pela corrente sanguínea. Sinais vindos do hipotálamo chegam à pituitária, onde os hormônios lá fabricados chegam aos tecidos periféricos. Aí, novos hormônios são produzidos e vão chegar até o hipotálamo, desenvolvendo o controle da glândula por mecanismo de feed-back. Se algo destrói ou inibe a comunicação hormonal, induz a uma deterioração do organismo. À medida que envelhecemos, diminuímos a produção de hormônios e também a capacidade de comunicação entre eles. Daí a importância do cuidado com a alimentação. Uma dieta balanceada, dosada com carboidratos, proteínas e um pouco de gordura, ajuda a manter o equilíbrio hormonal. É importante pensar no que se come e como a refeição é preparada. A carne vermelha, por exemplo, é menos danosa para o organismo quando cozida. Feijoada light, feita com carnes magras e sem gordura, não é tão perigosa. Já um apetitoso churrasco pode significar um arriscado consumo da gordura saturada e elementos cancerígenos liberados pela queima da fibra protéica. Dietas que prevêem a ingestão exagerada de massas devem ser vistas com cautela. O excessivo consumo de hidrato de carbono afeta a secreção da insulina, que funciona como um hormônio de estoque – ele diz para o organismo guardar energia. Já outro hormônio, o glucanon – promove a liberação de energia da gordura estocada e da energia do fígado – é liberado quando se ingere a proteína. Um terceiro tipo é o carcinóide, que pode ser bom ou mau. Ele funciona como hormônio-maestro, orquestrando todos os outros sistemas hormonais em nosso organismo. Outros fatores que mantém os hormônios em equilíbrio são os “mensageiros” bioquímicos, que dão ordens ao organismo à distância. Extremamente importantes em termos fisiológicos, eles fazem parte da nossa Internet biológica. Muitas vezes, quem diz o que fazer à célula não é o próprio hormônio, mas sim o “mensageiro”. Ele transmite ao receptor da célula que vai mandar um segundo mensageiro para dar as ordens a ela. Quando aumenta no sangue, a insulina, hormônio produzido em resposta à ingestão de carboidratos, bloqueia o segundo mensageiro na célula, que é responsável pela ação do estrogênio, progesterona, DHEA e hormônio do crescimento, porque ela usa um mensageiro totalmente diferente. Certos carcinódes também controlam o segundo mensageiro. Tanto a insulina quanto hormônios carcinóides produzidos por praticamente todas as células do organismo estão sob controle da alimentação. Existem bons e maus carcinóides que, entre outras funções, regulam o calibre dos vasos sanguíneos, a reação inflamatória do organismo, a proliferação celular, a função imunológica e a síntese de neurotransmissores nos sistema nervoso central.Os carcinóides são considerados super-hormônios, já que controlam a ação dos outros produzidos pelas glândulas. A alimentação está para o nosso organismo como a linha telefônica e o satélite estão para a Internet: se ela não for de boa qualidade, nada funcionará de modo adequado. É bom avalia, antes das refeições, o que vamos comer e quais conseqüências poderemos trazer para nosso organismo. Para me conhecer melhor visite o meu site www.odilzavital.com Para marcar atendimento favor mandar e-mail para odilzavital@hotmail.com e odilzavital@yahoo.com. Dra. Odilza Vital é médica, endocrinologista, geriatra, especialista em antienvelhecimento, cientista, criadora da mundialmente famosa “Pílula do Perfume” e autora dos livros “De mulheres para mulheres” em português, “Emagreça para sempre” em 2ª edição em português e traduzido para língua inglesa “Lose Weight For Ever- The Brazilian Way”.

Dra. Odilza Vital

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