Dra. Odilza Vital Versão para impressão
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“...Mãos transpirando, não conseguir segurar nada por causa do tremor dos dedos. O coração fica acelerado. Passar noites no banheiro com dor de barriga...” Momentos assim aconteceram várias vezes na vida de algumas pessoas. Em alguns deles, a sensação ainda é pior. “Parece que o mundo vai acabar, dá uma sensação de fraqueza. De querer sumir. Histórias como essas são comuns, mas se já se sentiu assim, saiba que, antes de tudo, é preciso descobrir o que desencadeia este processo e lutar para ter autocontrole nas crises. A ansiedade é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central conseqüente à interpretação de uma situação de perigo. A ansiedade é muito próxima ao medo [muitas vezes onde a diferenciação não é possível]. É distinguida dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável enquanto na ansiedade o fator de estímulo teria características mais subjetivas. O grande sintoma de características psicológicas mostra a interseção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos como taquicardia (coração acelerado), tremores, tensão muscular, aumento das secreções (urinárias e fecais) aumento da motilidade intestinal (movimentos intestinais involuntários), cefaléia (dor de cabeça). Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico (Crise ansiosa aguda). Toda essa excitação acontece decorrente de uma descarga de um neurotransmissor chamado noradrenalina que é produzida nas glândulas supra-renais, lócus cerúleos e núcleo amigdalóide. Origens A primeira é que a ansiedade poderia ter uma origem genética, ou seja, a pessoa herda de seus ancestrais uma pré-disposição para ter esses sintomas. Nesses casos as manifestações podem ser bastante precoces, sendo a pessoa desde cedo uma criança agitada, às vezes hiperativa, que chora com facilidade e às vezes até com dificuldade de dormir. A ansiedade precoce também pode se manifestar com a avidez de mamar e numa postura mais teimosa e possessiva ainda como criança. A segunda é uma infância carente e problemática na qual as dificuldades dos pais, mas principalmente da mãe de passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, vão fazendo com que ela vá se sentindo insegura, exposta e vá gravando e condicionando um sentimento de que coisas ruins e sensações negativas podem acontecer a qualquer momento. A terceira é a dificuldade de incorporar fatos e intercorrências novas ou desconhecidas. O velho ou conhecido sempre traz a sensação de segurança e controle. O novo, por sua vez, tem a capacidade de potencializar a sensação de medo no sentido de que algo ruim ou perigoso pode vir a acontecer. Traumas de infância, grandes sustos, perdas afetivas ou mesmo materiais também podem desencadear quadros ansiosos importantes, mas não chegariam a ser causas específicas. A tentativa de se livrar deste mundo de sensações e sentimentos, que tenha características desequilibradas, desajustadas, são causadoras dos transtornos Obsessivo Compulsivo, Ansioso, Hipocondríaco, Histérico e Fóbico. Mas como controlar? Na maioria das vezes, os tratamentos são técnicas de relaxamento, exercícios que levam ao controle da atividade do organismo, como meditação e ioga. Outras medidas como o sono saudável e atividades prazerosas também funcionam. Fora isso, existem as terapias: cognitiva, comportamental e a interpessoal. São comprovadas cientificamente e têm altos índices de melhora dos sintomas. As terapias tradicionais podem indiretamente melhorar a ansiedade por meio do autoconhecimento, mas são pouco efetivas em curto e médio prazo. Também existem medicamentos naturais comprovadamente eficazes no tratamento dos transtornos de ansiedade. Para me conhecer melhor visite o meu site www.odilzavital.com Para marcar atendimento favor mandar e-mail para odilzavital@hotmail.com e odilzavital@yahoo.com.