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Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

Assustador

07/14/2010 09:04:51 AM
Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

Arilda Costa

 Janlou, oficial de chancelaria e Erika Patriota do setor cultural do Consulado  Brasileiro em NYC.

Janlou, oficial de chancelaria e Erika Patriota do setor cultural do Consulado Brasileiro em NYC.

Camila Morgado, atriz da Rede Globo, posando para minha lente.

O belo sorriso do Walter, de Porcester.

A dentista Georgia e uma amiga no Plataforma, em Manhattan.

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O Brasil parou para ver, nesta semana, a última tragédia que tomou proporção internacional, com noticiários em jornais de todo o mundo sobre o caso Bruno. Eu me pergunto, quantas Elisas, Mércias, Marias e outras mais terão ainda que morrer nas mãos de homens covardes e valentões, para que mude a lei e as penas sejam mais severas para este tipo de crime? Estamos todos chocados com os requintes de crueldade deste crime. Como mãe, fico horrorizada só de pensar que a Elisa provavelmente deve ter tido seu filho arrancado dos braços antes da sua morte pelos seus carrascos. Achei assustador ler comentários em sites da internet de todos os tipos. Meu Deus, onde nós estamos? Pessoas se achando no direito de julgar esta moça porque no seu passado ela fez escolhas não muito apropriadas para uma “moça de família”. Pessoas dando razões a ele (!), o tal de Bruno - na minha opinião outros potenciais assassinos - por tê-la eliminado. Em casos como este, de grande impacto emocional para a população, aparece aqueles que se aproveitam do anonimato para opinar, usando palavras de baixo calão em sites públicos, que fazem horrorizar ainda mais. Pensar que tem tanta gente má formada psicologicamente, para não dizer doentes mentais. Na minha opinião, neste tipo de manifestos existe ameaças veladas da capacidade de pessoas, que talvez até façam parte das nossas vidas e nem sabemos quem são. Me fazem lembrar a antiga Roma e os gladiadores no Coliseo, com a massa ignorante que se achava no direito de decidir a vida e a morte de um cristão. Não sabiam quem era atirado aos animais, mas o delírio do poder de decisão por alguns segundos era o máximo do prazer do dia. Atire a primeira pedra quem nunca pecou. O que as pessoas podem saber das situações que esta mulher viveu até culminar nesta tragédia? Quais foram os ensinamentos e base de família que ela teve? Que apoio moral e educação ela teve no decorrer da vida? As pessoas são também resultados do que viveram e viram. Ninguém sabe tudo de tudo, de ninguém. Como mãe, ela quis proteger e buscar o direito do filho. Ninguém tem o direito de julgá-la e ninguém pode ser assim tão inumano de matar com crueldade, esquartejando e dando como pasto aos cachorros. Crime chocante. Espero que eles sejam julgados por pessoas competentes e peguem a pena maior que se possa ter para crimes deste tipo.

Arilda Costa

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