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Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

A violência

10/28/2009 09:09:49 AM
Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

Arilda Costa

Lia e Lisa, amigas.

Lia e Lisa, amigas.

A Esmeralda é preciosa. Belíssima!

Jerry Vigorito, diretor e percussionista da Band Together.

Iolanda, secretária sorriso do Dr. Madera.

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O Rio de Janeiro foi novamente palco de violência. Esta semana, nos jornais do Brasil e do mundo, um dos temas predominantes foi o que aconteceu no Rio com os bandidos e a polícia. Não gosto de escrever sobre violência, mas tem hora que não se pode calar.

Não vivo mais no Brasil, mas lendo, escutando e vendo toda esta onda de guerra, com a morte de pessoas inocentes, não dá para ficar completamente alheio ao que acontece na nossa terra. Parecia cenas de filme, com queda de helicóptero e explosões.

Nao é meu estilo ver filmes americanos que mostram cenas como estas na ficção, imagine isso acontecendo na vida real, é assustador. Sabemos que não é novidade este tipo de acontecimento, principalmente no Rio de Janeiro. Não conheço as favelas no Rio e não tenho autoridade para falar de todos os problemas sociais do Brasil. É verdade que temos muitos problemas sociais e, em consequência destes problemas, é inevitável certos acontecimentos de violência. Problemas sociais, pobreza e drogas não podem fazer da vida de gente honesta, que trabalha e procura uma vida digna o inferno. O inferno que deve ser viver neste lugar todos os dias. Os bandidos não são miseráveis econômicos, são miseráveis mentais que devem ser combatidos com a força da indignação de todos, no mundo inteiro. Temos nossos filhos e filhas, nos esforçamos para educá-los, trabalhamos e eles estudam, trabalhamos e eles trabalham, para demonstrar que a vida vale a pena, que a existência solidária vale à pena, que fomos feitos para ser felizes.

Todos nós merecemos ser livres, não importa se moramos em favelas, arranha-céus ou numa casa no campo. Como é possível viver deste jeito? Penso nas mães e nos pais destas pessoas, de todas as pessoas envolvidas, vítimas e assassinos. Qual é a pior dor? A dor de perder um filho inocente ou a dor de perder um filho na bandidagem, no mundo das drogas? Chega de violência, chega de aceitar violência. Me solidarizo com as mães, com os pais e com os filhos de quem é vítima direta ou indireta deste mundo de violência. Espero muito que as autoridades brasileiras encontrem o caminho para aplacar ou minimizar esta violência. O Rio de Janeiro continua lindo? Nem tanto assim.

Arilda Costa

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