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Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

A todas as mulheres

03/10/2010 09:41:42 AM
Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

Arilda Costa

Dina e Argine.

Dina e Argine.

Marinax

Gláucia Coutinho.

Diane

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Mulher, uma palavra aparentemente simples e não levada em conta por muitos, mas que significa o universo. O milagre da vida, de todos os seres humanos.

O que seria o mundo sem as mulheres, que dão a certeza da continuação da espécie, que combate pela própria vida e por todos que ela ama?

No Dia Internacional da Mulher, quero dedicar minha página a todas as mulheres do mundo. Àquelas que todos os dias gritam no silêncio, àquelas que não podem viver a própria feminilidade, às mulheres que dedicam suas vidas à familia e cuidando de outras pessoas. Mulheres que vivem presas em preconceitos e hipocrisias. Às mulheres da India, desfiguradas pelo ácido por homens covardes, que não podem aceitar não como resposta. Às mulheres africanas e do Oriente Médio, que passam por torturas íntimas. Às mulheres que morrem para protejer a própria criatura, aquelas que morrem durante o parto. A todas as mulheres que lutam contra o câncer, àquelas que conseguem vencer e àquelas que perdem a própria luta. Às mulheres que amam sem reservas, às mulheres maltratadas e humilhadas pelos próprios maridos e/ou companheiros, a todas as mães do mundo.

Às mulheres que são obrigadas a se prostituir, às mulheres humilhadas pela maldade das pessoas, às mulheres obrigadas a fugir de casa para se defender. Às mulheres estupradas, mortas e jogadas fora. Às mulheres antigas, avós corajosas e silenciosas, sempre prontas a escutar e aceitar. Às mulheres amigas, solidárias e iluminadas com todos que estão por perto. Às mulheres que deixam seus próprios filhos e que conseguem se perdoar antes mesmo que os outros as perdoem, e às que não se perdoam. Às mulheres que se sentem realizadas e transgressivas na noite, que compreendem que igualdade pode ser também a liberdade de ‘ir por aí’ e fazer o que quiser. Às mulheres sozinhas, que com coragem disseram basta a uma relação doente. Àquelas que perderam a confiança na vida e no próximo, às mulheres presas num corpo masculino. A todas...todas as mulheres do mundo, para que elas possam celebrar cada dia do ano a beleza e a dor de ser mulher, mas principalmente nosso poder e beleza.

À minha mãe Celina e à minha filha Celinne, porque elas representam meu laço com o passado e com o futuro!
A vocês, TODAS AS MULHERES DO MUNDO, o meu abraço carinhoso. Somos especiais.

Arilda Costa

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