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Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

A polêmica da Uniban

11/18/2009 10:53:38 AM
Colunista - Arilda Costa

Tempo Real

Arilda Costa

Márcio, assistente do Dr. Madera.

Márcio, assistente do Dr. Madera.

Jéssica, linda e charmosa.

Dra Gupta, posando para minha lente.

A muito querida Luciana Campos.

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Pegando carona na polêmica que se criou no Brasil da “garota da Uniban”, pensei em contar a minha.

Morei na Itália muitos anos, viajei por diversos países e agora moro nos EUA. Não citando os países árabes, porque lá a história é outra, nos paises ditos democráticos, sem generalizar, cantadas baratas e falta de respeito com a mulher é uma característica do homem brasileiro. Parece que está impregnado na nossa cultura. Me lembro quando morava no Brasil de todo este tipo de assédio, comportamento e investidas de mau-gosto. Passei por várias delas. Situações nas ruas, no trabalho e nas ditas baladas. Gosto muito mais da discrição internacional no ato da conquista.

Claro que existem episódios isolados, mas somando-se a lei, a educação e uma cultura diferente, a coisa funciona. Quando falo da cultura, falo também do “apropriado”, assim como o homem, a mulher tem que ter a inteligência de saber se comportar de acordo com a situação. Não acho que seja uma questão de direito vestir-se como bem querer, é uma questão de educação e bom senso. Ir para a faculdade com um vestido que chama a atenção como se fosse para a balada, nao é apropriado, é vulgar. Considerando o comportamento dos homens brasileiros, que não é novidade, a garota deveria saber o “risco” da exibição dela e saber que vestindo-se daquele modo chamaria a atenção mais do que deveria para o lugar e a ocasião. Provavelmente a intenção dela era aquela. Não quero com isso dar razão aos marmanjos de plantão que criaram toda a situação, mas vestir-se é comportar-se como a situação pede.

Infelizmente, como parte da nossa cultura, a maioria das mulheres brasileiras não tem este discernimento e, associando-se com o comportamento do homem brasileiro, o resultado é este. Etiqueta inclui também educação e respeito. São componentes bacanas para um pacote interessante. Talvez seja o caso de isso ser tambem ensinado nas escolas, ou na televisão, em programas mostrando diferenças culturais.
O senso da elegância vale para homens e mulheres. Não citando grupos intelectuais e de elite, no comportamento e no modo de vestir-se, de modo geral a cultura brasileira não tem muito este senso,. Precisamos um pouco mudar a mentalidade quanto ao assim chamado “apropriado”.

Por outro lado, que se faça tanto barulho por este fato me parece um pouco exagerado. Até o jornal Inglês “The Economist” falou ironicamente sobre o acontecimento dizendo “como isso pode acontecer no país das dançarinas de topless no Carnaval e das nádegas balançando nas praias? Existe um pouco de vulgaridade, misturado com sensualidade na definição da mulher brasileira. Bacana? Nem sempre. Mudar isso depende de todos nós, brasileiros e brasileiras. Abraços aos meus leitores.

Arilda Costa

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