Arilda Costa Versão para impressão
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Descobri o trabalho do artista brasileiro Florêncio e fiquei encantada. A natureza morta, que eu chamaria “natureza e poesia”, é o forte da arte dele. É um trabalho elaborado por quem ama o que faz, porque vem do coração. A beleza da combinação dos elementos colocados juntos de forma harmônica, dá vontade não somente de ficar admirando, mas também de tocar para sentir a vibração das cores. É impossivel ficar indiferente aos detalhes das suas composições que dão o tom da poesia no trabalho dele.
Mineiro de Sete Lagoas, ele é autodidata e assina Florêncio, que é seu nome de família. Suas composições são resultado de um trabalho elaborado “ao vivo”, para depois resultar em uma “natureza morta”.
Dedicou-se à pintura de “natureza morta” por ser mais fácil adquirir os modelos, que pinta sempre “do natural”. Já fez inúmeras coletivas pelo Brasil, onde seus quadros foram destaque para várias capas de catálogos.
Poucas individuais, mas esperamos mostrá-lo em breve para a comunidade americana e a brasileira aqui nos EUA. Parabéns Florêncio, além de pintor você é um poeta e sabe mostrar isso nas suas obras. Quem quiser conferir mais é só acessar o site: www.florencionaturezamorta.com.br
Consulado do Brasil em NYC
Do dia 16 a 20 de junho, no salão Souza Dantas, o Consulado Geral do Brasil em Nova Iorque apresenta a exposição Oficina Guaianases e Laboratório OGG da UFPE: Tradição e Experimentação para divulgar a produção de um movimento artístico intitulado Oficina Guaianases de Gravura (OGG), iniciado em Pernambuco em 1974, por João Câmara (artista de renome internacional e Delano). Ocupou inicialmente um ateliê no bairro de Campo Grande, na cidade do Recife, e posteriormente, a partir de 1979, o Mercado da Ribeira, em Olinda (patrimônio cultural tombado pela UNESCO).
Este movimento congregou importantes artistas, alguns consagrados, outros iniciantes, mas já se confirmando como novos talentos, no campo da litogravura (gravura sobre pedra). Em 1994, o grupo se desfez, com alguns de seus componentes já trilhando os caminhos de uma carreira solo que se somava ao percurso na Guaianases, outros que, a partir justamente deste movimento, conseguiram a projeção regional/nacional que lhes permitiam seguir adiante no mundo das artes visuais.
O importante acervo consolidado ao longo de mais de duas décadas de produção artística foi doado em 1995 à Universidade Federal de Pernambuco, após a dissolução da Oficina. Este acervo contém matrizes e trabalhos em papel de alto valor artístico e inegável valor documental, pois retrata um movimento de artistas em torno de uma arte tradicional – a gravura, cujos matizes na região nordeste do Brasil adquirem contornos interessantes: vai do popular ao trabalho erudito de inspiração popular e avança em direção às produções abstratas próprias da arte moderna e contemporânea.
A exposição é composta por dois blocos. O primeiro é composto pelas gravuras da Guaianases período 1975-1994, totalizando 30 trabalhos distribuídos entre a temática da ditadura e a sensualidade presente nos anos 70 para o colorido e o olhar dos jovens artistas dos anos 80 e 90 do século XX, no Brasil.
O segundo é composto pelos trabalhos dos professores que produzem no Laboratório Oficina Guaianases de Gravura (OGG) da UFPE, entre as re-leituras de obras literárias e do próprio movimento Guaianases como continuação das propostas de experimentação em novos suportes e com novas temáticas.