Danbury, CT - Wednesday, February 08 2012
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Cartaz dobra nº de denúncias sobre paradeiro de procuradora foragida no Rio

Ela é acusada de torturar uma menina de 2 anos, que estava sob sua guarda para adoção

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O Disque-Denúncia informou nesta quarta-feira que recebeu, em apenas um dia, quase o dobro de ligações sobre o paradeiro da procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes, 57, foragida após divulgar cartaz da suspeita na tarde de terça (11). O órgão recebeu 18 denúncias --que já estão sendo investigadas por policiais civis e militares-- na manhã de hoje.

Acusada de torturar uma menina de 2 anos, que estava sob sua guarda para adoção, a procuradora é considerada foragida desde a semana passada, quando teve a prisão decretada pela Justiça.

Na segunda-feira (10), a Justiça do Rio negou liminar que pedia a liberdade provisória da procuradora aposentada. A decisão é referente a um pedido feito no dia 7 de maio pelo advogado da procuradora.

A Justiça ainda julgará o mérito do habeas corpus, mas o Tribunal de Justiça não informou quando será o julgamento. O advogado da procuradora, Jair Leite Pereira, afirmou que vai aguardar o julgamento do mérito para que sua cliente se entregue.

Segundo Leite, apenas um desembargador poderia ter revertido a decisão do juiz em exercício na 32ª Vara Criminal, Roberto Câmara Lacé Brandão, que na noite de terça-feira (4) declinou de sua competência e transferiu o caso para o 1º Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Neste caso, a pena seria menor, apenas por lesão corporal, chegando no máximo a três anos de prisão. Se condenada por tortura, com agravante, a procuradora aposentada pode pegar até dez anos e meio de prisão.

Crueldade
Segundo a desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, "os argumentos trazidos na impetração são contrariados pela realidade que se tem notícia". Ela afirmou também que constatou "depoimentos de testemunhas presenciais da crueldade com que a menor seria tratada dentro de casa". O texto da decisão ainda ressalta que a menina era constantemente espancada com socos, chutes, puxões de cabelo e era mantida trancada em um quarto.

FolhaPress
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