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Brasileira morre no Rio de Janeiro ao chegar em vôo da TAM vindo dos EUA

O vôo de Maria Petrúcia saiu de Nova Iorque. Ela passou mal quando o avião se preparava para aterrissar.

Reprodução Rede Globo
Sandra Willians, filha de Maria (no detalhe), disse que 8 mil dólares da mãe sumiram. A causa da morte ainda não foi determinada.

Sandra Willians, filha de Maria (no detalhe), disse que 8 mil dólares da mãe sumiram. A causa da morte ainda não foi determinada.

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A brasileira Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, 68, faleceu no sábado (24) depois de desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, do vôo JJ 8079, da TAM, procedente de Nova Iorque. A filha dela, Sandra Williams, 37, disse que houve omissão de socorro.
O corpo da mulher estava sendo embalsamado na segunda-feira (26) para ser enviado de volta aos Estados Unidos, onde será enterrado. A causa da morte teria sido trombose venosa aguda. Maria sofria de pressão alta, de acordo com a filha.

De acordo com nota oficial da assessoria de imprensa da TAM, o avião se aproximava do destino quando a passageira começou a passar mal. Ainda segundo a nota da companhia aérea, o comandante acionou o pessoal de terra da TAM, a fim de solicitar o socorro médico da Infraero. A Infraero teria providenciado o socorro às 5h05am. A nota da TAM diz ainda que o avião pousou e abriu as portas às 5h28am, e que o atendimento de emergência não se encontrava no finger.

Maria teria desembarcado acompanhada de um funcionário da companhia aérea, para levá-la ao ambulatório do aeroporto. A passageira teria desmaiado ainda no finger. Acionado pela segunda vez, o serviço médico da Infraero teria chegado ao local às 5h53am. Levada de ambulância, Maria não resistiu e faleceu. No final da nota, a TAM diz que “se solidariza com familiares e amigos”.

Através de nota oficial, a Infraero explicou que o contato telefônico da TAM com o Serviço Médico ocorreu somente às 5h35am. Ainda segundo a nota, o atendente teria perguntado se a passageira teria condições de ir até o posto médico, acompanhada por um funcionário da TAM. A nota diz também que o estado de saúde da passageira não foi informado. O funcionário da companhia aérea teria dito que ia confirmar o que estava acontecendo, e que ligaria de volta.

A nota da Infraero diz também que a TAM ligou às 5h50am ao Serviço Médico, informando que era necessário o atendimento na aeronave. Nesta mesma hora, ainda conforme a nota, o comandante do vôo JJ 8079 teria pedido o mesmo atendimento à Torre de Controle. A Infraero declarou ainda que o Serviço Médico se deslocou até a aeronave às 5h52am. Segundo o Serviço Médico, Maria estava dentro da ponte de embarque, em uma cadeira de rodas, e tinha sinais de parada cardiorespiratória.

A empresa enfatizou ainda que todos os passageiros já haviam desembarcado, quando o Plano de Emergência do Aeroporto orienta que os passageiros só podem desembarcar depois do Serviço Médico fazer o atendimento na aeronave, em casos de emergência. Assim que chegou, a equipe iniciou os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Através da nota, a Infraero comunicou que a ambulância retornou ao Serviço Médico às 6am, ainda realizando as manobras de RCP em Maria. Segundo a companhia, os procedimentos de RCP continuaram dentro da ambulância e no serviço médico, até às 6h10am. Exatamente neste horário, a passageira foi a óbito. Quatro minutos mais tarde, o Serviço Médico informava o falecimento de Maria ao Centro de Operações de Emergência.

Filha acusa companhias de omissão
Sandra está inconformada e muito revoltada. Segundo ela, tanto a TAM quanto a Infraero dispensaram tratamento inadequado à mãe dela. Ela acusa as empresas de omissão de socorro e diz ainda que $8 mil e cartões de crédito da mãe desapareceram. Os pertences estavam numa bolsa presa à calça, segundo a filha da passageira.

Residente nos Estados Unidos e funcionária de uma companhia aérea, acha que a omissão ocorreu aproximadamente às 2am, quando Maria teria se queixado de problemas. “Ela dizia não se sentir bem. Deram água pra ela. Ela tomou o remédio da pressão. E, quando ela saiu do avião, quando o avião aterrissou, ela andou, saiu pela porta, andou e desmaiou”, disse.

Em tom de desabafo, a filha de Maria disse que o médico já deveria estar esperando pela mãe, porque ela já tinha dito que estava doente. “Eles tinham que já estar ali. E não estavam. Acho que faltou comunicação. Eles tinham que ter chamado o médico na hora, porque minha mãe tem 68 anos. E alguém de idade dizendo que não está se sentindo bem... Um médico tem que estar esperando. Se eles estivessem ali, talvez ela ainda estivesse viva e eu não estaria aqui para apanhar o corpo dela”.

Além de lidar com a dor da perda, Sandra ainda prestou depoimento na delegacia do aeroporto, por conta do suposto sumiço do dinheiro e cartões de crédito da mãe. Segundo Sandra, a sacolinha onde estavam os pertences foi rasgada, e a carteira de motorista de Maria também foi retirada. “Só tem mesmo o passaporte brasileiro, o passaporte americano e as besteirinhas que ela trazia dentro da bolsa. Tinha uma carteirinha com $10. Ela vinha para cá pagar os impostos da casa”.

Burocracia e apuração de fatos
A filha da passageira ainda reclamou da burocracia para ver o corpo da mãe, que está no IML. “Já pedi mais de cem mil vezes (para ver o corpo da mãe). Eu disse, quando saí do avião, a primeira coisa que eu disse foi: eu quero ver o corpo da minha mãe. Depois me levaram pra lá, me levaram pra cá. Depois eu disse: Quero as coisas dela. E disseram: não, vamos fazer aqui primeiro. Fomos lá, fizemos papéis”.

Levada para ver os pertences da mãe, Sandra se surpreendeu ao abrir as malas de Maria. “Está tudo desaparecido da bolsa dela: o dinheiro, os cartões de crédito. Abriram a carteira que ela tinha, tiraram tudo, não tinha nenhum documento dentro da carteira”.

A Infraero abriu sindicância interna para apurar os fatos e responsabilidades. A empresa declarou ainda, na nota oficial, que irá colaborar com as investigações para esclarecer o fato. A exemplo da TAM, a Infraero lamentou o acontecido e apresentou solidariedade com a família de Maria Petrúcia.

Da redação do ComunidadeNews.com
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