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Em setembro de 2009, a comitiva brasileira se reuniu com técnicos norte-americanos em Washington D.C. e em Baltimore, para a primeira rodada nas negociações.
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Entre os dias 22 e 26 de fevereiro próximos, representantes brasileiros e americanos devem se reunir na capital brasileira para a segunda fase de negociações entre o acordo previdenciário Brasil/Estados Unidos. Imigrantes em situação irregular no país não estão incluídos no acordo.
De acordo com o blog do jornalista Eduardo de Oliveira, a informação foi dada em caráter provisório pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). A reunião em Brasília será entre representantes da Administração do Social Security e do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS).
A medida beneficia tanto os brasileiros que moram nos Estados Unidos e contribuem com o INSS, quanto os americanos que vivem no Brasil mas contribuem com o Social Security.
Segundo o subchefe da Divisão das Comunidades Brasileiras no Exterior no Itamaraty, Daniel Lisboa, o acordo tem por objetivo formalizar a responsabilidade dos dois países sobre o pagamento do benefício da aposentadoria. Isto é referente ao período de contribuição efetuado pelo trabalhador, em cada nação.
“Por exemplo, no caso de um trabalhador que contribuiu 10 anos no Brasil e 10 anos nos EUA, o acordo vai pedir que cada país calcule o valor total da aposentadoria (digamos em 35 anos) e estime quanto os 10 anos significariam na proporção para o total”, afirmou o subchefe.
Para receber a aposentadoria, o brasileiro não precisa necessariamente enfrentar as longas filas, as quais representam o verdadeiro pavor dos aposentados brasileiros, na hora de receber o benefício. De acordo com Lisboa, hoje em dia o recebimento se dá por transferência ou via procuração. “Além disso, com o Banco do Brasil aí nos EUA pode ficar tudo mais fácil”.
Reforma imigratória pode mudar tudo
A não inclusão de imigrantes indocumentados no acordo foi novamente confirmada pelo subchefe. Mas segundo Lisboa, a eventual aprovação de uma reforma imigratória pode mudar este quadro.
Os países que atualmente mantém acordos previdenciários com o Brasil são Portugal, Itália, Espanha, Luxemburgo e Cabo Verde, além dos países que compõem o Mercosul. Com a Holanda, Alemanha e Bélgica o Brasil já tem acordos assinados, sendo que eles ainda não estão em vigência. Nesta segunda semana de janeiro, Brasil e Japão realizam a segunda rodada de negociações.
As primeiras negociações realizadas em agosto último, em Washington D.C., tiveram a presença de Lisboa. Ele não confirmou se o acordo será efetivamente válido ainda este ano. O sistema de aprovação deste tipo de acordo é bem diferente nos dois países. No Brasil, o projeto necessita de análise, voto e aprovação dos congressistas. Já nos Estados Unidos, o acordo é enviado ao congresso, o qual analisa o documento e o envia para sanção de lei.
Ainda segundo o jornalista Eduardo Oliveira, 40 mil americanos estavam radicados no Brasil, ao passo que o número estimado de 1,3 milhões de brasileiros viviam nos Estados Unidos. Os dados são anteriores à crise econômica mundial.