De 1° a 30 de abril, a galeria Ward Nasse no Soho, em Nova Iorque, exibe trabalhos de artistas brasileiros. A exposição denominada “Brazilian Beat” tem a curadoria e participação de Leda Maria, trazendo o colorido e a variedade tão presentes em nossa arte.
Para compor o belo trabalho, Leda percorreu recentemente várias galerias e compareceu a vernissages no Rio e em São Paulo. Encantada com o que viu, escolheu a dedo os 14 artistas, que com ela abrem oficialmente a Brazilian Beat no dia 4 de abril.
Alguns expondo pela primeira vez no exterior e outros velhos conhecidos do público, todos os participantes conquistaram a curadora. “São pessoas sérias, excelentes artistas”, destacou Leda, que trabalhou muito para dar a todos o merecido espaço.
Trazendo as obras “Enigma I” e “Enigma II”, Sula Dray usa e abusa das cores e formas geométricas, no melhor estilo contemporâneo. A carreira iniciada aos 74 anos de idade abocanhou o prêmio “Ouro no Grau de Comendadora”, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Membro da Ward Nasse, o amazonense Arnaldo Garcez explora o expressionismo e a litografia, pesquisando atualmente pigmentos naturais.
Das visitas às galerias e exposições nasceu, há 35 anos, o concretismo de Milton Mota. Premiado nove vezes no ano passado, gosta de gravuras em metal e do óleo sobre tela. Esculturas da chamada Série Negra foram trazidas por Iná Uehara, cujas obras com formas orgânicas magnetizam o observador, segundo Oscar d’Ambrosio. A inquietude de Mônica Rocha é expressada nas cores e na rigidez milimétrica, colocando um poema em cada obra.
Obras feitas de mágica e sonhos
Com acrílicos e cristais, Ariella Cristaldi gosta de explorar a temática pop. A descendente de italianos ainda vai brindar os amantes da arte com um show musical. Camadas transparentes de tinta acrílica dão o tom e as cores das obras de Bia Finkielsztejn. As esculturas de Flory Menezes mostram a força e a expressão retratadas em bronze, enquanto Luciana Futuro prefere um colorido mundo de magia.
As obras em cerâmica de Magali Tavella realizam verdadeiros encontros: mãos que esculpem minuciosamente a argila encontram belas linhas e curvas. Solange Palatnik promete encantar o público com coloridas flores. Por fim, a curadora Leda Maria participa com os já conhecidos quadros que carregam a força de uma artista brasileira.
Inquieta, o desejo maior de Leda é fazer o Brasil ser conhecido no exterior pela pura e simples arte. Para isso, já agendou exposições em setembro, outubro, novembro e dezembro. A abertura de Brazilian Beat conta com muita música brasileira, pelo DJ Henrique Stangorlini, e com a força dos filhos de Leda, Caio e Ciro Maggi, bartender e designer gráfico, respectivamente. Destaque ainda para a fotógrafa Taís Melillo.
Brazilian Beat fica aberta ao público de terças a sábados, das 11am às 6pm, e aos domingos, da 1pm às 6pm. O endereço da Ward Nasse é 178 Prince Street, telefone (212) 925-6951. Informações adicionais pelo site www.wardnasse.org ou pelo e-mail ledaarte@gmail.com.